Compilado por Pablo Murad — 2026
Atualizado em: 11 de junho de 2026
Critério usado
Esta lista não é uma lista genérica de hospedagem web. O foco aqui é em serviços com alguma afinidade com o espírito do pico.sh:
- publicação simples;
- fluxo via terminal, SSH, Git, rsync, curl, scp ou CLI;
- hospedagem estática, blogs minimalistas, pastebins, túneis ou shell accounts;
- cultura indie web, hacker, Unix ou anti-bloat;
- pouca dependência de painéis pesados e pipelines complicados.
Minha régua foi: “daria para um desenvolvedor publicar, testar ou compartilhar algo rápido sem montar uma infra inteira?”
Visão rápida
| Serviço | Tipo | Parecido com pico.sh em quê | Melhor uso |
|---|---|---|---|
| pico.sh | Hub SSH para sites, blogs, pastes, túneis e pipes | Referência principal | Publicar/prototipar via SSH |
| sourcehut pages | Hospedagem estática | Minimalismo, Git, cultura hacker | Sites estáticos de projetos open source |
| Codeberg Pages | Hospedagem estática via Git | Open source, Git, domínio customizado | Páginas de projeto e documentação |
| Surge.sh | Static hosting via CLI | Deploy por linha de comando | SPAs, landing pages, protótipos |
| Neocities | Hospedagem estática indie web | Web pessoal, HTML cru, comunidade | Sites pessoais e experimentais |
| Nekoweb | Hospedagem estática indie web | Espírito Neocities/old web | Páginas pessoais criativas |
| tilde.club | Shell comunitário Unix + web space | SSH, comunidade, web artesanal | Aprender Unix e publicar páginas simples |
| Ctrl-C Club | Shell/web account grátis | Tilde-like com SSH | Páginas simples, Linux, terminal |
| SDF.org | Public Access Unix System | Shell account histórico, Unix, webspace | Unix, Gopher, web, comunidade hacker |
| Uberspace | Hospedagem shell-first | Administração via SSH | Apps pequenos e sites com shell real |
| NearlyFreeSpeech.NET | Hospedagem DIY de baixo custo | Técnico, direto, SFTP/SSH | Sites leves e controle fino de custo |
| Bear Blog | Blog minimalista | Anti-bloat, texto, Markdown | Blog simples, rápido e limpo |
| Mataroa | Blog minimalista | Sem ads/tracking, foco em texto | Escrita longa, blog pessoal |
| omg.lol | Presença web pessoal | Página, status, weblog, identidade web | Homepage pessoal e identidade indie |
| Termbin | Pastebin de terminal | Compartilhar output via terminal | Logs e saídas de comando |
| paste.rs | Pastebin CLI/API | Paste rápido com Markdown/highlight | Snippets e notas técnicas |
| 0x0.st | File host via curl | Upload simples pelo terminal | Arquivos temporários e logs grandes |
| Serveo | Túnel SSH | Expor localhost só com SSH | Webhooks, demos, testes rápidos |
| localhost.run | Túnel SSH | Túnel HTTP via SSH | Expor app local sem instalar cliente |
| Pinggy | Túnel localhost | SSH/CLI para expor localhost | Demos rápidas e webhooks |
| bore | Túnel TCP open source | CLI simples, foco Unix | Túneis TCP auto-hospedáveis |
1. pico.sh
Site: https://pico.sh/
Tipo: conjunto de serviços SSH-powered para desenvolvedores.
O pico.sh é o centro da ideia: publicar sites estáticos, blogs, pastes, pipes e túneis usando ferramentas já disponíveis no sistema, como ssh, scp, rsync, sftp e sshfs.
Por que entra na lista: é o modelo-base. Terminal-first, minimalista, sem painel pesado.
Use para:
- hospedar site estático com
rsync; - publicar blog em Markdown via
prose.sh; - criar pastes via
pastes.sh; - expor localhost com
tuns.sh; - experimentar serviços web sem montar infraestrutura.
Exemplo de espírito:
rsync -rv ./public/ pgs.sh:/meusite/
2. sourcehut pages
Site: https://srht.site/
Tipo: hospedagem de sites estáticos dentro do ecossistema SourceHut.
O SourceHut Pages permite publicar sites estáticos. Cada usuário recebe um domínio do tipo username.srht.site, com suporte a domínio próprio e TLS automático.
Por que parece com pico.sh: tem cultura hacker, interface enxuta, foco em Git/open source e menos dependência de UX “startupizada”.
Use para:
- documentação de projetos;
- blog estático;
- sites gerados com Hugo, Jekyll, Doxygen ou geradores próprios;
- projetos hospedados no SourceHut.
Ponto forte: minimalismo sério, bom para quem gosta de Git, mailing lists e software livre.
Ponto fraco: menos amigável para iniciantes do que GitHub Pages ou Netlify.
3. Codeberg Pages
Site: https://docs.codeberg.org/codeberg-pages/
Tipo: hospedagem estática ligada a repositórios Git no Codeberg.
Codeberg Pages permite publicar sites estáticos com endereço usuario.codeberg.page ou domínio customizado. É uma alternativa mais comunitária/open source ao GitHub Pages.
Por que parece com pico.sh: simplicidade, publicação estática e foco em comunidade open source.
Use para:
- sites de projeto;
- documentação;
- páginas pessoais;
- blogs gerados estaticamente.
Ponto forte: bom equilíbrio entre Git, comunidade e hospedagem simples.
Ponto fraco: depende mais de fluxo Git/CI do que de SSH puro.
4. Surge.sh
Site: https://surge.sh/
Tipo: hospedagem estática via linha de comando.
Surge é um clássico para publicar HTML, CSS e JS com um comando. A proposta é publicar sem sair do terminal.
Por que parece com pico.sh: CLI-first, rápido, direto e sem cerimônia.
Use para:
- landing pages;
- single-page apps;
- protótipos front-end;
- testes com domínio temporário.
Exemplo típico:
surge ./public meusite.surge.sh
Ponto forte: extremamente rápido para front-end.
Ponto fraco: não tem o lado Unix/SSH tão forte do pico.sh.
5. Neocities
Site: https://neocities.org/
Tipo: hospedagem estática e comunidade indie web.
Neocities é uma plataforma para criar sites estáticos pessoais, muito inspirada no espírito do GeoCities: HTML, CSS, páginas excêntricas, criatividade e comunidade.
Por que parece com pico.sh: compartilha a filosofia de web pessoal, pequena, artesanal e fora dos grandes silos.
Use para:
- páginas pessoais;
- sites experimentais;
- portfólios excêntricos;
- projetos artísticos;
- web old-school.
Ponto forte: comunidade e liberdade estética.
Ponto fraco: menos terminal-first; é mais indie web do que hacker SSH.
6. Nekoweb
Site: https://nekoweb.org/
Tipo: hospedagem estática para old web/personal web.
Nekoweb segue uma vibe parecida com Neocities: sites pessoais, estética old web, HTML artesanal e comunidade de criadores.
Por que parece com pico.sh: reforça a ideia de web pequena, pessoal e não corporativa.
Use para:
- sites pessoais;
- fan pages;
- páginas criativas;
- experimentos com HTML/CSS;
- projetos nostálgicos.
Ponto forte: bom para quem quer fugir da web pasteurizada.
Ponto fraco: não é tão focado em deploy via terminal.
7. tilde.club
Site: https://tilde.club/
Tipo: comunidade Unix com shell account e web space.
Tilde.club dá acesso a um computador Unix compartilhado onde os usuários podem criar páginas, aprender e compartilhar conhecimento.
Por que parece com pico.sh: SSH, Unix, comunidade, páginas pessoais simples e cultura hacker raiz.
Use para:
- aprender Unix;
- brincar com shell;
- publicar páginas simples;
- viver a experiência “public access Unix”.
Ponto forte: valor cultural altíssimo.
Ponto fraco: não é produto moderno de hosting; é mais comunidade/experiência.
8. Ctrl-C Club
Site: https://www.ctrl-c.club/
Tipo: servidor Linux comunitário com shell e web accounts.
Ctrl-C Club oferece contas shell e web gratuitas para pessoas que querem criar páginas, aprender Linux, conversar online, jogar no terminal ou programar.
Por que parece com pico.sh: shell account + web pessoal + cultura tilde.
Use para:
- web pessoal simples;
- aprendizagem Linux;
- pequenos scripts;
- comunidade terminal-first.
Ponto forte: ótimo para aprender e publicar sem abstrações.
Ponto fraco: não é uma plataforma de deploy profissional.
9. SDF.org
Site: https://sdf.org/
Tipo: Public Access Unix System.
SDF é um sistema Unix público histórico, ativo desde 1987. Oferece shell, webspace, Gopher, email, IRC, programação e uma comunidade com forte tradição hacker.
Por que parece com pico.sh: é praticamente um ancestral espiritual: Unix, shell, webspace e comunidade técnica.
Use para:
- shell Unix remoto;
- webspace pessoal;
- Gopher;
- aprender ferramentas clássicas;
- participar de comunidade técnica antiga.
Ponto forte: cultura e longevidade absurdas.
Ponto fraco: curva de aprendizado e experiência old-school de verdade.
10. Uberspace
Site: https://uberspace.de/
Docs SSH: https://u8manual.uberspace.de/basics_ssh/
Tipo: hospedagem shell-first.
Uberspace é uma hospedagem alemã onde o modo nativo de trabalhar é via linha de comando/SSH. Diferente de hospedagens com cPanel, a proposta é dar um ambiente Unix real para você administrar seus projetos.
Por que parece com pico.sh: terminal e SSH são o caminho principal, não um detalhe escondido.
Use para:
- sites estáticos;
- pequenos apps;
- bots;
- cron jobs;
- projetos em linguagens diversas.
Ponto forte: mais flexível que um static host puro.
Ponto fraco: exige mais administração do usuário.
11. NearlyFreeSpeech.NET
Site: https://www.nearlyfreespeech.net/
Tipo: hospedagem DIY de baixo custo/pay-as-you-go.
NearlyFreeSpeech.NET é uma hospedagem voltada a usuários experientes, com foco em custo baixo, controle e modelo de pagamento por uso. Suporta upload por FTP, SFTP e SSH.
Por que parece com pico.sh: filosofia DIY, técnica, sem firula, voltada a quem sabe o que está fazendo.
Use para:
- sites estáticos;
- pequenos sites PHP;
- projetos pessoais;
- hospedagem barata e controlável.
Ponto forte: custo granular e mentalidade técnica.
Ponto fraco: não é amigável para iniciantes; a própria proposta é “faça você mesmo”.
12. Bear Blog
Site: https://bearblog.dev/
Docs: https://docs.bearblog.dev/
Tipo: plataforma de blog minimalista.
Bear Blog é uma plataforma de blog focada em texto, privacidade e velocidade. A própria página destaca a ausência de trackers, JavaScript e stylesheets por padrão.
Por que parece com pico.sh: anti-bloat, foco em conteúdo e simplicidade radical.
Use para:
- blog pessoal;
- textos curtos;
- diário técnico;
- notas públicas.
Ponto forte: simplicidade quase agressiva.
Ponto fraco: não é um host genérico; é uma plataforma de blog.
13. Mataroa
Site: https://mataroa.blog/
Tipo: blogging platform minimalista.
Mataroa se define como uma plataforma “naked” para minimalistas: foco em texto, sem anúncios, sem tracking e com pouca complexidade visual.
Por que parece com pico.sh: minimalismo, independência e rejeição da web inchada.
Use para:
- ensaios;
- blog pessoal;
- textos longos;
- escrita sem distração.
Ponto forte: bom para quem quer escrever, não customizar tema por três dias.
Ponto fraco: pouca flexibilidade visual por escolha filosófica.
14. omg.lol
Site: https://home.omg.lol/
Tipo: identidade/presença web pessoal.
omg.lol oferece uma presença web pessoal com página, email forwarding, status, weblog e outros serviços pequenos ao redor de uma identidade online.
Por que parece com pico.sh: é parte do mesmo universo indie web: pequeno, pessoal, charmoso e contra a lógica de plataforma gigante.
Use para:
- homepage pessoal;
- status page;
- identidade curta;
- blog simples;
- links pessoais.
Ponto forte: pacote simpático para identidade web.
Ponto fraco: menos técnico/SSH; mais produto indie web.
15. Termbin
Site: https://www.termbin.com/
Tipo: pastebin de terminal.
Termbin permite compartilhar output do terminal com netcat. É brutalmente simples.
Por que parece com pico.sh: CLI puro, sem cadastro, sem painel, útil para devs.
Use para:
- logs;
- saídas de erro;
dmesg,journalctl,ls, etc.;- debugging remoto.
Exemplo típico:
cat log.txt | nc termbin.com 9999
Ponto forte: simplicidade total.
Ponto fraco: cuidado com dados sensíveis; paste público é paste público.
16. paste.rs
Site: https://paste.rs/
Tipo: pastebin simples com API/CLI.
paste.rs é um pastebin sem frescura, com suporte a API, CLI, Markdown e syntax highlighting.
Por que parece com pico.sh: útil para compartilhar texto/código via terminal com uma chamada HTTP simples.
Use para:
- snippets;
- logs curtos;
- Markdown;
- notas técnicas temporárias.
Exemplo típico:
cat main.rs | curl --data-binary @- https://paste.rs/
Ponto forte: simples e técnico.
Ponto fraco: menos ecossistema do que GitHub Gist.
17. 0x0.st
Site: https://0x0.st/
Tipo: hospedagem temporária de arquivos via curl.
0x0.st é um file host minimalista que permite subir arquivos pelo terminal usando curl.
Por que parece com pico.sh: terminal-first, direto, excelente para compartilhar arquivos sem fluxo pesado.
Use para:
- logs grandes;
- screenshots;
- arquivos temporários;
- dumps rápidos.
Exemplo típico:
curl -F 'file=@arquivo.txt' https://0x0.st
Ponto forte: prático demais para terminal.
Ponto fraco: não trate como armazenamento permanente nem privado.
18. Serveo
Site: https://serveo.net/
Tipo: túnel SSH para expor localhost.
Serveo permite expor servidores locais para a internet usando apenas SSH, sem instalar cliente específico.
Por que parece com pico.sh: túnel via SSH, perfeito para prototipagem e demos rápidas.
Use para:
- testar webhooks;
- mostrar um app local;
- acessar localhost no celular;
- demos temporárias.
Exemplo típico:
ssh -R 80:localhost:3000 serveo.net
Ponto forte: não exige instalação.
Ponto fraco: disponibilidade e políticas podem variar; não é para produção.
19. localhost.run
Site: https://localhost.run/
Docs: https://localhost.run/docs/http-tunnels/
Tipo: túneis HTTP via SSH.
localhost.run permite encaminhar tráfego HTTP para seu app local usando SSH. Ele também fornece endpoints HTTPS para acesso externo.
Por que parece com pico.sh: usa SSH para transformar localhost em URL pública.
Use para:
- webhooks;
- demos;
- testes móveis;
- Raspberry Pi exposto temporariamente.
Exemplo típico:
ssh -R 80:localhost:8080 localhost.run
Ponto forte: excelente para testes rápidos.
Ponto fraco: para uso estável/domínio customizado, entra plano pago.
20. Pinggy
Site: https://pinggy.io/
Tipo: túneis para localhost via SSH/CLI.
Pinggy é um serviço para expor projetos locais com uma URL pública. Tem foco em simplicidade e uso por desenvolvedores.
Por que parece com pico.sh: pega a ideia de túnel rápido para localhost, comum no tuns.sh do pico.sh.
Use para:
- webhooks;
- demos;
- desenvolvimento mobile;
- testes com clientes.
Ponto forte: fácil de usar e mais produto do que Serveo.
Ponto fraco: menos “Unix puro” e mais SaaS.
21. bore
Site: https://github.com/ekzhang/bore
Tipo: túnel TCP open source em Rust.
bore é uma ferramenta CLI simples para criar túneis TCP para localhost, contornando NAT/firewall. Diferente de serviços SaaS, pode ser auto-hospedado.
Por que parece com pico.sh: ferramenta pequena, focada, terminal-first e hacker-friendly.
Use para:
- expor serviços TCP;
- demos locais;
- auto-hospedar seu próprio tunnel server;
- substituir ngrok em fluxos simples.
Ponto forte: open source, simples e auto-hospedável.
Ponto fraco: não é uma plataforma completa; faz uma coisa só.
Recomendações por caso de uso
Quero algo mais parecido com pico.sh mesmo
Escolha:
- sourcehut pages — se você quer hospedagem estática minimalista ligada a Git/open source.
- Surge.sh — se quer deploy estático por CLI com zero drama.
- tilde.club / SDF / Ctrl-C Club — se quer a experiência Unix/web pessoal raiz.
- localhost.run / Serveo / Pinggy — se o que te interessou no pico.sh foi o lado de túnel SSH.
Quero publicar site estático rápido
- pico.sh / pgs.sh
- Surge.sh
- sourcehut pages
- Codeberg Pages
- Neocities
- Nekoweb
Quero blog minimalista
- pico.sh / prose.sh
- Bear Blog
- Mataroa
- omg.lol / weblog.lol
- Neocities, se você quiser controlar o HTML na unha
Quero compartilhar logs/snippets pelo terminal
- pico.sh / pastes.sh
- Termbin
- paste.rs
- 0x0.st
Quero expor localhost
- pico.sh / tuns.sh
- Serveo
- localhost.run
- Pinggy
- bore
Quero uma shell account / Unix comunitário
- tilde.club
- Ctrl-C Club
- SDF.org
- Uberspace, se quiser algo mais profissional/pago
Minha opinião direta
Se a pergunta é “qual desses eu testaria primeiro?”, eu iria assim:
- Surge.sh para deploy estático rápido.
- sourcehut pages para projeto técnico/open source.
- Mataroa ou Bear Blog para blog minimalista.
- localhost.run para túnel SSH sem instalar nada.
- SDF.org se a intenção for explorar cultura Unix de verdade.
Agora, se você quer montar algo com a mesma alma do pico.sh para uso próprio, o caminho mais interessante seria combinar:
- um VPS pequeno;
- Nginx ou Caddy;
- deploy via
rsync/scp; - autenticação por chave SSH;
- scripts para criar subdomínios;
- um serviço simples de paste com
curl; - um tunnel server tipo
bore.
Isso daria um “mini pico.sh privado”, e sinceramente combina muito com projetos experimentais, bots, documentação interna e laboratórios pessoais.
Fontes consultadas
- pico.sh — https://pico.sh/
- team pico / prose.sh — https://pico.prose.sh/
- sourcehut pages — https://srht.site/
- SourceHut Pages announcement — https://sourcehut.org/blog/2021-02-18-sourcehut-pages/
- Codeberg Pages docs — https://docs.codeberg.org/codeberg-pages/
- Surge.sh — https://surge.sh/
- Neocities — https://neocities.org/
- Nekoweb — https://nekoweb.org/
- tilde.club — https://tilde.club/
- Ctrl-C Club FAQ — https://www.ctrl-c.club/faq.html
- SDF.org — https://sdf.org/
- Uberspace SSH manual — https://u8manual.uberspace.de/basics_ssh/
- NearlyFreeSpeech.NET — https://www.nearlyfreespeech.net/
- Bear Blog — https://bearblog.dev/
- Bear Blog docs — https://docs.bearblog.dev/
- Mataroa — https://mataroa.blog/
- omg.lol — https://home.omg.lol/
- Termbin — https://www.termbin.com/
- paste.rs — https://paste.rs/
- localhost.run — https://localhost.run/
- localhost.run HTTP tunnels — https://localhost.run/docs/http-tunnels/
- Serveo — https://serveo.net/
- Pinggy — https://pinggy.io/
- bore — https://github.com/ekzhang/bore
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