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Sistemas operacionais e programas criativos, estranhos e autorais

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Compilado por Pablo Murad — 2026

Este catálogo não é uma lista de “substitutos do Windows”. A ideia aqui é outra: reunir sistemas operacionais, ambientes de programação, máquinas virtuais, fantasy consoles e programas que parecem ter sido feitos por gente que olhou para a computação moderna e pensou: “e se tudo pudesse ser diferente?”.

TempleOS entra nessa família porque não é apenas um sistema operacional: é uma visão pessoal completa. A lista abaixo segue esse critério: projetos com filosofia própria, estética própria, modelo mental próprio ou algum grau de insanidade criativa saudável.


Leitura rápida: melhores para começar

Se você quer sentir rapidamente esse universo sem perder três dias compilando coisa esquisita:

  1. PICO-8 — melhor porta de entrada para “computador imaginário”.
  2. Uxn / Varvara — pequeno, elegante, permacomputação, estética hacker-artesanal.
  3. Squeak / Smalltalk — ambiente vivo, tudo é objeto, tudo pode ser inspecionado.
  4. Haiku — desktop alternativo bonito e relativamente usável.
  5. Plan 9 / 9front — para entender o “Unix que poderia ter sido outra coisa”.
  6. Oberon — minimalismo acadêmico extremo: linguagem + OS + computador.
  7. SerenityOS — amor por interfaces dos anos 90, feito do zero.
  8. Orca — livecoding musical esotérico em grade de texto.
  9. Collapse OS — computação pós-colapso, feito para hardware reaproveitado.
  10. Mezzano — sistema operacional em Common Lisp, para quem quer brincar com Lisp Machines modernas.

1. Sistemas operacionais completos ou quase completos

1. TempleOS

Tipo: sistema operacional autoral completo
Autor: Terry A. Davis
Ideia central: um “templo digital” programável, com linguagem própria, editor próprio, shell próprio e estética própria.

TempleOS é o ponto de referência. Ele combina kernel, compilador, shell, editor, documentação, jogos e linguagem própria em uma coisa só. Não é POSIX, não é Unix-like, não quer ser Linux. A peculiaridade está justamente nisso: é um computador pessoal alternativo, quase como um Commodore 64 espiritualizado em 64-bit.

Por que é criativo/maluco:

  • Tudo é integrado.
  • Usa HolyC, uma linguagem própria parecida com C.
  • Roda tudo em ring 0.
  • Não tem rede.
  • Tem limitações estéticas deliberadas: 640×480, 16 cores, som simples.
  • Mistura programação recreativa, sistema operacional, religião, arte outsider e diário mental.

Vale testar? Sim, mas em VM. Não espere produtividade. Espere estranhamento.

Links:


2. ZealOS

Tipo: fork modernizado do TempleOS
Ideia central: preservar e modernizar o ambiente TempleOS sem depender da obra original parada no tempo.

ZealOS é provavelmente a forma mais prática de experimentar algo próximo de TempleOS hoje. Ele mantém HolyC e a estética geral, mas adiciona melhorias, correções e manutenção comunitária.

Por que é criativo/maluco:

  • É TempleOS pós-Terry Davis.
  • Mantém a ideia de transparência e controle total do usuário.
  • Continua usando HolyC.
  • Tenta tornar um sistema extremamente pessoal em algo comunitário.

Vale testar? Sim. Se você gostou de TempleOS mas quer algo menos arqueológico, comece aqui.

Links:


3. Plan 9 from Bell Labs

Tipo: sistema operacional de pesquisa
Origem: Bell Labs, criado por pessoas ligadas ao Unix original
Ideia central: levar a filosofia “tudo é arquivo” muito mais longe que o Unix.

Plan 9 é um sistema que parece familiar por fora, mas estranho por dentro. Ele trata recursos locais e remotos de maneira uniforme usando o protocolo 9P. A ideia não é apenas ter arquivos, processos e rede; a ideia é que rede, janelas, dispositivos e serviços possam ser expostos como árvores de arquivos.

Por que é criativo/maluco:

  • É o “e se o Unix tivesse evoluído de outro jeito?”.
  • Interface rio minimalista e incomum.
  • Uso sério de namespaces por processo.
  • Protocolo 9P como cola universal.
  • Design distribuído desde a base.

Vale testar? Sim, mas é esquisito. Se você entrar esperando Linux, vai sofrer. Se entrar como arqueologia viva de sistemas, é ouro.

Links:


4. 9front

Tipo: fork comunitário do Plan 9
Ideia central: manter Plan 9 vivo, usável e com espírito hacker.

9front é a continuação mais ativa e punk do Plan 9. É Plan 9 com atitude: documentação seca, humor ácido, arte ASCII, ferramentas próprias e comunidade pequena mas intensa.

Por que é criativo/maluco:

  • Mantém viva uma linhagem alternativa ao Unix/Linux.
  • Tem uma cultura própria muito forte.
  • É minimalista, distribuído e anti-mainstream.
  • Parece um sistema operacional vindo de uma timeline paralela.

Vale testar? Sim. Melhor que Plan 9 original para brincar hoje.

Links:


5. Inferno

Tipo: sistema operacional distribuído / VM / ambiente de execução
Origem: Bell Labs / Vita Nuova
Ideia central: aplicações distribuídas portáveis, com linguagem própria chamada Limbo.

Inferno é parente espiritual do Plan 9, mas com uma pegada de máquina virtual e portabilidade. Ele pode rodar nativamente ou hospedado dentro de outros sistemas. A linguagem Limbo compila para uma representação portátil executada pela máquina virtual Dis.

Por que é criativo/maluco:

  • Parece um Java alternativo feito por gente de sistemas operacionais.
  • Usa Styx/9P para recursos locais e remotos.
  • Tem linguagem própria.
  • Pode rodar sobre outros sistemas ou direto no hardware.
  • Mistura OS, VM e sistema distribuído.

Vale testar? Sim, se você gosta de Plan 9 e sistemas distribuídos. Para uso comum, não.

Links:


6. Oberon / Project Oberon

Tipo: linguagem + sistema operacional + estação de trabalho conceitual
Autores: Niklaus Wirth e Jürg Gutknecht
Ideia central: reduzir o computador inteiro a um sistema compreensível por uma pessoa.

Oberon é uma aula de minimalismo. Não é só uma linguagem. É um sistema operacional e uma filosofia de design. O projeto é descrito no livro Project Oberon: The Design of an Operating System, a Compiler, and a Computer.

Por que é criativo/maluco:

  • Sistema operacional escrito na própria linguagem Oberon.
  • Interface textual/visual incomum, sem parecer terminal tradicional.
  • Minimalismo extremo.
  • O sistema inteiro é pequeno o bastante para ser estudado.
  • É quase uma anti-tese da complexidade moderna.

Vale testar? Sim, principalmente se você gosta de compiladores, linguagens e sistemas minimalistas.

Links:


7. Squeak / Smalltalk

Tipo: ambiente Smalltalk vivo
Ideia central: o sistema inteiro é um mundo de objetos modificável em tempo real.

Squeak não é exatamente um sistema operacional convencional, mas é um ambiente computacional completo o bastante para entrar nesta lista. No Smalltalk clássico, você não “executa programas” como no Unix; você vive dentro de uma imagem persistente cheia de objetos, janelas, ferramentas, classes e métodos que podem ser inspecionados e alterados ao vivo.

Por que é criativo/maluco:

  • Tudo é objeto.
  • O ambiente é vivo e persistente.
  • Você modifica o sistema enquanto ele roda.
  • A fronteira entre IDE, runtime e aplicação é borrada.
  • É uma das experiências mais diferentes para quem só conhece VS Code + terminal.

Vale testar? Muito. É uma das melhores formas de entender que “computação” não precisa parecer Unix.

Links:


8. Pharo

Tipo: ambiente Smalltalk moderno
Ideia central: Smalltalk vivo, mas com comunidade e ferramentas mais modernas.

Pharo nasceu como descendente de Squeak e virou um ecossistema próprio. É mais limpo, mais moderno e mais voltado para desenvolvimento atual.

Por que é criativo/maluco:

  • Mantém a ideia de imagem viva.
  • Permite inspecionar e alterar praticamente tudo.
  • É uma linguagem e ambiente integrados.
  • Tem uma sensação de “sistema operacional dentro do sistema operacional”.

Vale testar? Sim. Para brincar com Smalltalk hoje, talvez seja até mais acessível que Squeak.

Links:


9. Mezzano

Tipo: sistema operacional em Common Lisp
Ideia central: uma Lisp Machine moderna feita como hobby OS.

Mezzano é um sistema operacional escrito em Common Lisp. Isso por si só já é lindo e meio absurdo. Ele se inspira nas antigas Lisp Machines, onde linguagem, sistema, editor e ambiente eram uma coisa integrada.

Por que é criativo/maluco:

  • Sistema operacional em Common Lisp.
  • Desenvolvimento ao vivo.
  • Inspiração direta nas Lisp Machines.
  • Ambição de ser um ambiente Lisp completo, não só um kernelzinho educativo.

Vale testar? Sim, se você gosta de Lisp. Não é para usuário comum.

Links:


10. Genera / Lisp Machines

Tipo: sistema operacional/ambiente histórico das Lisp Machines
Ideia central: um computador inteiro feito para Lisp.

As Lisp Machines foram estações de trabalho nas quais o sistema operacional, ambiente gráfico, editor, depurador e aplicações eram profundamente integrados com Lisp. O Symbolics Genera é o exemplo lendário.

Por que é criativo/maluco:

  • Desenvolvimento interativo extremo.
  • Debugger e sistema integrados em nível absurdo.
  • Programas podiam ser inspecionados, alterados e continuados ao vivo.
  • Mostra uma computação que perdeu espaço quando Unix venceu.

Vale testar? Sim, via emuladores, se você tiver paciência. É mais museu vivo do que ferramenta prática.

Links:


11. Haiku

Tipo: sistema operacional desktop inspirado no BeOS
Ideia central: continuar o BeOS como um desktop rápido, limpo e elegante.

Haiku é o herdeiro open source do BeOS. Não é “maluco” no sentido caótico; é criativo porque preserva uma visão alternativa de desktop: responsivo, limpo, multimídia, com personalidade e sem tentar virar Linux.

Por que é criativo/maluco:

  • Não é Linux.
  • Tem herança BeOS.
  • Interface própria: Tracker e Deskbar.
  • Sensação de desktop alternativo real, não só skin.
  • Ainda está em beta, mas é testável.

Vale testar? Sim. É um dos mais agradáveis desta lista.

Links:


12. SerenityOS

Tipo: sistema operacional desktop feito do zero
Ideia central: um Unix-like autoral com estética de desktop dos anos 90.

SerenityOS é uma carta de amor às interfaces dos anos 90. O projeto tem kernel, bibliotecas, navegador, aplicações, desktop e ferramentas próprias. Ele não é uma distro Linux; é um sistema operacional construído do zero.

Por que é criativo/maluco:

  • Estética Windows 95/Unix desktop retrô.
  • Kernel próprio.
  • Browser próprio, que depois deu origem ao Ladybird como projeto separado.
  • Ferramentas e apps próprios.
  • Forte personalidade visual e técnica.

Vale testar? Sim, especialmente em VM. É bonito, educativo e ambicioso.

Links:


13. Redox OS

Tipo: sistema operacional em Rust
Ideia central: microkernel moderno, Unix-like, com foco em segurança e confiabilidade.

Redox não é “maluco” esteticamente, mas é conceitualmente interessante: um sistema operacional completo escrito em Rust, com microkernel e ambição de ser uma alternativa real a Linux/BSD.

Por que é criativo/maluco:

  • Rust no nível do sistema operacional.
  • Microkernel.
  • Busca compatibilidade suficiente para ser útil.
  • Mostra uma linha moderna de OS experimental que não é retrô.

Vale testar? Sim, se você gosta de Rust e OS dev. Como desktop diário, ainda não.

Links:


14. KolibriOS

Tipo: sistema operacional minúsculo em Assembly
Ideia central: um desktop gráfico inteiro cabendo em pouquíssimo espaço.

KolibriOS é uma continuação/fork espiritual do MenuetOS. A insanidade aqui é eficiência: um sistema gráfico com apps, jogos, rede e interface cabendo em poucos megabytes.

Por que é criativo/maluco:

  • Escrito majoritariamente em Assembly FASM.
  • Roda com pouquíssima RAM.
  • Tem desktop gráfico.
  • Cabe em imagem de floppy/pequenas imagens.
  • É o oposto da obesidade moderna de software.

Vale testar? Sim. É divertido e rápido. Não espere conforto moderno.

Links:


15. MenuetOS

Tipo: sistema operacional em Assembly
Ideia central: sistema gráfico extremamente pequeno e rápido.

MenuetOS é um dos projetos clássicos de OS em Assembly. Parte dele seguiu um caminho proprietário; KolibriOS nasceu como alternativa livre.

Por que é criativo/maluco:

  • Assembly puro como escolha estética/técnica.
  • Interface gráfica mínima.
  • Desempenho e tamanho como obsessão.
  • Excelente para ver até onde dá para levar um OS enxuto.

Vale testar? Sim, como curiosidade técnica.

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16. AROS

Tipo: reimplementação livre da API do AmigaOS
Ideia central: preservar e evoluir o espírito Amiga.

AROS tenta ser compatível com AmigaOS em nível de API, como um “Wine para AmigaOS”, mas como sistema operacional. Ele é leve, flexível e carrega uma visão de desktop muito diferente do padrão Windows/Linux/macOS.

Por que é criativo/maluco:

  • Mantém viva a cultura Amiga.
  • Não tenta ser Unix.
  • Pode rodar de formas diferentes, inclusive hospedado.
  • O ecossistema Amiga sempre teve uma estética e lógica próprias.

Vale testar? Sim, se você tem curiosidade por Amiga. Caso contrário, pode parecer alienígena e datado.

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17. Icaros Desktop

Tipo: distribuição/ambiente baseado em AROS
Ideia central: tornar AROS mais acessível como desktop pronto.

Icaros é uma forma mais amigável de experimentar AROS. Ele empacota o sistema com aplicativos, ambiente e extras para facilitar a vida.

Por que é criativo/maluco:

  • Amiga moderno-ish.
  • Desktop alternativo real.
  • Cultura retrô forte.
  • Bom para retrocomputação e jogos/demos.

Vale testar? Sim, mas leia documentação antes. Não é intuitivo para quem nunca viu Amiga.

Links:


18. ReactOS

Tipo: sistema operacional compatível com Windows NT
Ideia central: reimplementar Windows de forma livre.

ReactOS é maluco por ambição: construir um sistema livre compatível com drivers e aplicações Windows. É diferente de Wine porque quer ser o próprio sistema operacional.

Por que é criativo/maluco:

  • Tenta recriar uma plataforma Windows NT livre.
  • Projeto enorme e difícil.
  • Útil como estudo de compatibilidade.
  • Às vezes roda programas Windows antigos de forma surpreendente.

Vale testar? Sim, em VM. Não use para produção.

Links:


19. NixOS

Tipo: distribuição Linux declarativa e reprodutível
Ideia central: o sistema inteiro definido por configuração declarativa.

NixOS é Linux, então não é “outro universo” no mesmo nível de Plan 9. Mas ele muda drasticamente o modelo mental: o sistema não é uma pilha de alterações manuais; ele é uma declaração reprodutível.

Por que é criativo/maluco:

  • Configuração declarativa do sistema inteiro.
  • Rollbacks fáceis.
  • Ambientes reprodutíveis.
  • Pacotes isolados por hash.
  • Perfeito para quem gosta de infra como código.

Vale testar? Sim, e para você especificamente vale muito, porque conversa com servidores, automação e reprodutibilidade. Mas a curva de aprendizado é real.

Links:


20. Guix System

Tipo: distribuição GNU declarativa baseada em Guile/Scheme
Ideia central: sistema operacional e gerenciador de pacotes definidos em Scheme.

Guix é primo filosófico do Nix, mas com Scheme no centro e compromisso forte com software livre. É um sistema onde configuração, pacotes e serviços são programáveis.

Por que é criativo/maluco:

  • Usa Guile/Scheme para definir o sistema.
  • Fortemente declarativo.
  • Reprodutível.
  • Mistura sistema operacional e linguagem funcional.
  • Tem um rigor ideológico GNU forte.

Vale testar? Sim, se você gosta de Lisp/Scheme ou quer entender outro caminho para infra declarativa.

Links:


21. Collapse OS

Tipo: sistema pós-colapso / bootstrap OS
Ideia central: permitir reconstruir computação a partir de peças reaproveitadas, sem internet e com ferramentas simples.

Collapse OS é um dos projetos mais conceitualmente fortes desta lista. Ele foi pensado para um mundo onde a cadeia industrial que produz computadores modernos colapsou. A ideia é ter ferramentas para programar microcontroladores, ler/escrever armazenamento e se auto-hospedar em hardware simples.

Por que é criativo/maluco:

  • Computação pós-apocalíptica.
  • Foco em Z80 e hardware reaproveitado.
  • Auto-hospedagem.
  • Baixa dependência de infraestrutura moderna.
  • Filosofia de resiliência tecnológica.

Vale testar? Sim, como estudo. Como ferramenta cotidiana, não.

Links:


22. Dusk OS

Tipo: sucessor/continuação do Collapse OS
Ideia central: computação resiliente em Forth para máquinas pequenas.

Dusk OS evolui ideias do Collapse OS com foco em Forth e ambientes pequenos. É menos “desktop” e mais “kit de sobrevivência computacional”.

Por que é criativo/maluco:

  • Forth como base.
  • Auto-hospedagem.
  • Pensamento de longo prazo e baixa tecnologia.
  • Excelente para permacomputação e retrocomputação séria.

Vale testar? Sim, se você gosta de Forth, hardware antigo ou computação resiliente.

Links:


2. Máquinas virtuais, fantasy consoles e computadores imaginários

23. Uxn / Varvara

Tipo: máquina virtual pequena + plataforma pessoal
Autores/ecossistema: Hundred Rabbits
Ideia central: uma VM simples e portável para ferramentas e jogos pequenos.

Uxn é lindo. É uma máquina virtual minimalista, programável em Uxntal, feita para durar, ser portada facilmente e hospedar pequenos programas gráficos. Varvara é o conjunto de dispositivos ao redor da VM.

Por que é criativo/maluco:

  • VM minimalista.
  • Foco em durabilidade e portabilidade.
  • Estética artesanal/permacomputing.
  • Pequenos apps gráficos.
  • Comunidade criativa e artística.

Vale testar? Muito. É uma das coisas mais interessantes da computação indie atual.

Links:


24. PICO-8

Tipo: fantasy console
Ideia central: um console imaginário com limitações fixas para criar jogos pequenos.

PICO-8 é como se um videogame retrô tivesse sido inventado agora. Ele tem editor de código, sprite editor, map editor, sound editor e cartuchos virtuais. As limitações são parte do charme.

Por que é criativo/maluco:

  • Console fictício, mas funcional.
  • Limitações de resolução, cores, tokens e cartucho.
  • Ferramentas integradas.
  • Comunidade enorme de jogos pequenos.
  • Excelente para prototipar ideias.

Vale testar? Sim. É provavelmente a melhor entrada para esse mundo.

Links:


25. TIC-80

Tipo: fantasy computer / fantasy console livre
Ideia central: semelhante ao PICO-8, mas open source e com várias linguagens.

TIC-80 oferece um computador imaginário para criar, jogar e compartilhar pequenos jogos. Tem sprites, mapas, sons e código integrados.

Por que é criativo/maluco:

  • Open source.
  • Suporta várias linguagens.
  • Estética fantasy console.
  • Bom para educação, jams e jogos curtos.

Vale testar? Sim. Se quiser alternativa livre ao PICO-8, comece aqui.

Links:


26. LIKO-12

Tipo: fantasy computer
Ideia central: computador imaginário inspirado em PICO-8, programável em Lua.

LIKO-12 é menos famoso, mas segue a mesma tradição: uma máquina fictícia para criação de jogos e experimentos.

Por que é criativo/maluco:

  • Mais um computador imaginário.
  • Lua como linguagem.
  • Bom para brincar com restrições artificiais.

Vale testar? Sim, como curiosidade.

Links:


27. WASM-4

Tipo: fantasy console baseado em WebAssembly
Ideia central: fazer jogos pequenos usando WebAssembly como plataforma de cartucho.

WASM-4 é interessante porque une o espírito fantasy console com uma tecnologia moderna e portável: WebAssembly.

Por que é criativo/maluco:

  • Cartuchos WebAssembly.
  • Suporta várias linguagens que compilam para WASM.
  • Limitações de console imaginário.
  • Pode rodar no navegador.

Vale testar? Sim, especialmente se você gosta de Rust, AssemblyScript, Zig ou C.

Links:


3. Ambientes criativos de programação e arte computacional

28. Orca

Tipo: linguagem esotérica / livecoding sequencer
Autor/ecossistema: Hundred Rabbits
Ideia central: uma grade de caracteres onde letras viram operadores musicais/temporais.

Orca parece um ritual hacker para música procedural. Você edita uma grade de texto; cada caractere é uma operação; o resultado controla MIDI, OSC ou UDP. Ele não é sintetizador: é um ambiente de composição e controle.

Por que é criativo/maluco:

  • Código como partitura visual.
  • Letras viram operações.
  • Excelente para livecoding.
  • Mistura texto, tempo e música.
  • Parece um sequencer vindo de outro planeta.

Vale testar? Sim. Mesmo que você não faça música, vale abrir para entender.

Links:


29. Pure Data

Tipo: linguagem visual de programação em tempo real
Autor: Miller Puckette
Ideia central: construir áudio, música e multimídia ligando blocos visuais.

Pure Data é um ambiente visual para música, arte interativa, instalações, síntese, sensores e experimentos multimídia. É livre e muito usado por artistas e músicos experimentais.

Por que é criativo/maluco:

  • Programação por patch visual.
  • Tempo real.
  • Muito usado em arte sonora.
  • Você literalmente conecta caixas para criar sistemas.
  • Parece eletrônica modular em software.

Vale testar? Sim, se você gosta de áudio, arte digital ou interação.

Links:


30. Max / MSP / Jitter

Tipo: ambiente visual comercial para música, vídeo e multimídia
Empresa: Cycling '74
Ideia central: criar instrumentos, instalações e sistemas interativos por patches.

Max é o primo comercial e muito polido do mundo visual/audio. MSP é a parte de áudio/síntese; Jitter é vídeo/gráficos. É usado em música experimental, instalações, performances e prototipagem audiovisual.

Por que é criativo/maluco:

  • Programação como diagrama vivo.
  • Muito forte em performance ao vivo.
  • Integra áudio, MIDI, vídeo e sensores.
  • Ecossistema profissional.

Vale testar? Sim, se você aceita software pago. Para gratuito, vá de Pure Data.

Links:


31. SuperCollider

Tipo: linguagem/ambiente para síntese sonora e composição algorítmica
Ideia central: programar som em alto nível com um servidor de áudio poderoso.

SuperCollider é um monstro elegante para áudio generativo, síntese, instalações e livecoding. Ele separa linguagem cliente e servidor de áudio.

Por que é criativo/maluco:

  • Música como código.
  • Síntese sonora profunda.
  • Forte em composição algorítmica.
  • Muito usado em arte sonora experimental.

Vale testar? Sim, se você quer música generativa ou livecoding sério.

Links:


32. Sonic Pi

Tipo: ambiente de livecoding musical
Ideia central: ensinar programação e música ao mesmo tempo.

Sonic Pi é mais acessível que SuperCollider. Você escreve código e ouve música imediatamente. É excelente para aprender programação criativa.

Por que é criativo/maluco:

  • Código ao vivo.
  • Música algorítmica acessível.
  • Bom para educação.
  • Dá resultado rápido.

Vale testar? Sim. Porta de entrada perfeita para livecoding.

Links:


33. TidalCycles

Tipo: livecoding musical baseado em padrões
Ideia central: compor música com padrões algorítmicos em Haskell.

TidalCycles é mais hardcore que Sonic Pi. Ele usa uma linguagem de padrões sobre Haskell e geralmente controla SuperDirt/SuperCollider.

Por que é criativo/maluco:

  • Música como padrões manipuláveis.
  • Comunidade algorave.
  • Forte em ritmos complexos.
  • Haskell no palco, o que já é uma pequena loucura.

Vale testar? Sim, se você gosta de música eletrônica experimental e não tem medo de setup.

Links:


34. Processing

Tipo: linguagem/ambiente para arte visual e ensino de programação
Ideia central: tornar programação visual acessível para artistas e designers.

Processing é talvez a porta de entrada mais clássica para creative coding visual. É simples, direto e muito usado em arte generativa.

Por que é criativo/maluco:

  • Código como desenho.
  • Excelente para arte generativa.
  • Comunidade enorme.
  • Influenciou p5.js.

Vale testar? Sim. É obrigatório para quem gosta de arte computacional.

Links:


35. p5.js

Tipo: biblioteca JavaScript para creative coding
Ideia central: Processing no navegador.

p5.js leva a filosofia do Processing para JavaScript. É ótimo para sketches, arte generativa, interações visuais e publicação fácil na web.

Por que é criativo/maluco:

  • Arte generativa direto no navegador.
  • Simples de compartilhar.
  • Excelente para pequenos experimentos.
  • Muito bom para ensinar programação criativa.

Vale testar? Sim. Para você, que mexe com web, é extremamente prático.

Links:


36. Scratch

Tipo: linguagem visual educacional
Ideia central: programar com blocos, histórias e sprites.

Scratch parece infantil, mas subestimar Scratch é burrice. Ele é uma das melhores ferramentas para entender programação como criação, não como burocracia. E tem uma cultura de remix muito forte.

Por que é criativo/maluco:

  • Programação por blocos.
  • Forte cultura de remix.
  • Baixa barreira de entrada.
  • Criação rápida de animações, jogos e histórias.

Vale testar? Sim, nem que seja por respeito histórico e pedagógico.

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4. Sistemas filosóficos, descentralizados ou de infraestrutura esquisita

37. Urbit

Tipo: rede pessoal + identidade + sistema operacional virtual
Ideia central: cada usuário tem um servidor pessoal soberano, uma identidade criptográfica e uma rede peer-to-peer própria.

Urbit é difícil de explicar porque ele reinventa nomes, pilha, identidade e modelo de rede. Tem Azimuth, Vere, Arvo, ships, Hoon. É uma tentativa radical de reconstruir computação pessoal em rede.

Por que é criativo/maluco:

  • Vocabulário próprio.
  • Identidade criptográfica.
  • Servidor pessoal soberano.
  • Sistema operacional virtual próprio.
  • Rede peer-to-peer própria.

Vale testar? Sim, mas com paciência. A curva cultural é tão grande quanto a técnica.

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38. MirageOS

Tipo: library operating system / unikernel em OCaml
Ideia central: compilar uma aplicação em um sistema operacional mínimo e especializado.

MirageOS vira a ideia tradicional de OS do avesso. Em vez de rodar sua aplicação em cima de um sistema gigante, você compila a aplicação junto com apenas as partes de sistema de que ela precisa. O resultado é um unikernel.

Por que é criativo/maluco:

  • OS como biblioteca.
  • Unikernels especializados.
  • OCaml e tipagem forte.
  • Aplicações viram imagens autônomas.
  • Muito elegante para serviços pequenos.

Vale testar? Sim, se você gosta de infraestrutura, segurança e sistemas minimalistas.

Links:


39. Unikraft

Tipo: sistema modular para unikernels
Ideia central: criar unikernels rápidos e especializados com menos sofrimento.

Unikraft é mais voltado para desempenho e infraestrutura do que para estética, mas a ideia continua radical: transformar aplicações em imagens mínimas que bootam muito rápido e usam poucos recursos.

Por que é criativo/maluco:

  • Imagens minúsculas.
  • Boot extremamente rápido.
  • Sistema modular.
  • Aplicações comuns como nginx/Redis podem virar unikernels.

Vale testar? Sim, se você quer brincar com infraestrutura avançada. Não é brinquedo de iniciante.

Links:


40. Rump kernels

Tipo: componentes de kernel NetBSD reaproveitados em userspace/unikernels
Ideia central: usar partes de um kernel real como bibliotecas portáveis.

Rump kernels são uma abordagem curiosa: pegar drivers, filesystems e subsistemas do NetBSD e rodá-los de forma modular fora do kernel tradicional.

Por que é criativo/maluco:

  • Kernel como componentes reutilizáveis.
  • NetBSD desmontado em peças.
  • Útil para pesquisa, unikernels e sistemas especializados.

Vale testar? Mais para estudo do que diversão.

Links:


5. Outras esquisitices recomendadas

41. Emacs

Tipo: editor extensível / ambiente Lisp
Ideia central: editor que virou quase sistema operacional de texto.

A piada “Emacs é um ótimo sistema operacional, só falta um editor decente” existe por um motivo. Emacs tem e-mail, agenda, terminal, navegador textual, IRC, org-mode, Lisp embutido e extensibilidade absurda.

Por que é criativo/maluco:

  • Ambiente vivo em Emacs Lisp.
  • Org-mode é praticamente um sistema de vida.
  • Pode virar IDE, agenda, wiki, cliente de e-mail e painel de controle.
  • Filosofia profundamente diferente de apps isolados.

Vale testar? Sim. Para você, pode ser perigoso: dá para cair no buraco sem fundo do org-mode.

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42. Acme

Tipo: editor/ambiente do Plan 9
Ideia central: texto como interface universal clicável e executável.

Acme é um editor que não parece editor moderno. Ele mistura janelas, comandos, texto e mouse chording. É uma interface para trabalhar com texto e comandos de forma integrada.

Por que é criativo/maluco:

  • Comandos são texto.
  • Mouse tem papel central.
  • Integra-se com a filosofia Plan 9.
  • Influenciou formas diferentes de pensar IDE/editor.

Vale testar? Sim, se você testar Plan 9/9front.

Links:


43. HyperCard

Tipo: ambiente histórico de autoria multimídia
Ideia central: pilhas de cartões programáveis por scripts.

HyperCard foi um ambiente da Apple que permitia criar pequenos programas, bancos de dados, histórias interativas e hipermídia usando cartões e botões. Influenciou muito a ideia de hipertexto e criação pessoal.

Por que é criativo/maluco:

  • Programação acessível para não-programadores.
  • Cartões, botões e scripts.
  • Mistura banco de dados, app, apresentação e hipertexto.
  • Um ancestral espiritual de muita coisa no-code.

Vale testar? Sim, via emulação ou clones modernos.

Links:


44. VisiData

Tipo: ferramenta terminal para explorar dados
Ideia central: uma interface textual interativa para dados tabulares.

VisiData não é “maluco” como TempleOS, mas é criativo porque transforma CSVs, JSONs, SQLite e outros formatos em uma navegação interativa no terminal. Parece uma planilha hacker.

Por que é criativo/maluco:

  • Planilha no terminal.
  • Exploração rápida de dados.
  • Suporta muitos formatos.
  • Muito produtivo para análise exploratória.

Vale testar? Sim. Pode ser útil de verdade.

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45. Glamorous Toolkit

Tipo: ambiente de programação moldável
Ideia central: ferramentas de desenvolvimento que se adaptam ao problema.

Glamorous Toolkit vem da linha Smalltalk/Pharo e promove “moldable development”: criar ferramentas customizadas para entender sistemas específicos.

Por que é criativo/maluco:

  • IDE como ambiente moldável.
  • Inspeções customizadas.
  • Forte em exploração de sistemas complexos.
  • Computação como construção de ferramentas de pensamento.

Vale testar? Sim, se você gosta de pesquisa, documentação viva e programação exploratória.

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Ranking honesto para você, Pablo

Considerando seu perfil — servidores, fediverso, automação, projetos pessoais, estética retrô/weird, programação, documentação e curiosidade por sistemas — eu priorizaria assim:

Para brincar agora, sem dor absurda

  1. PICO-8 — diversão imediata, criatividade pura.
  2. Uxn — muito alinhado com indie web, permacomputing, ferramentas pequenas.
  3. Orca — estética e conceito fortes; ótimo para inspiração.
  4. Haiku — desktop alternativo realmente agradável.
  5. Squeak/Pharo — muda sua cabeça sobre programação.

Para estudo técnico sério

  1. Plan 9 / 9front — obrigatório se você gosta de sistemas e redes.
  2. Oberon — obrigatório se você gosta de simplicidade radical.
  3. Mezzano — obrigatório se Lisp Machines te atraem.
  4. Redox — bom para Rust e OS moderno.
  5. MirageOS — bom para infra minimalista e serviços especializados.

Para projetos seus

  1. NixOS — mais útil de verdade para sua infraestrutura.
  2. Uxn — bom para ferramentas pessoais pequenas e estéticas.
  3. PICO-8/TIC-80 — bom para mini-jogos, visualizações e experimentos.
  4. Processing/p5.js — bom para arte generativa e conteúdo web.
  5. VisiData — útil para mexer com CSV, logs, exportações e dados.

Para “maluquice conceitual”

  1. TempleOS / ZealOS
  2. Collapse OS / Dusk OS
  3. Urbit
  4. Mezzano
  5. Plan 9 / Inferno

Tabela comparativa

ProjetoCategoriaDificuldadeCriatividadeUsabilidade realMelhor motivo para testar
TempleOSOS autoralAltaMáximaBaixaVer uma visão computacional pessoal extrema
ZealOSOS autoralMédia/AltaMáximaBaixa/MédiaTempleOS modernizado
Plan 9OS pesquisaAltaAltaBaixa/MédiaEntender outra evolução possível do Unix
9frontOS pesquisaAltaAltaMédiaPlan 9 vivo e comunitário
InfernoOS/VM distribuídoAltaAltaBaixaLinguagem + VM + rede distribuída
OberonOS acadêmicoMédia/AltaAltaBaixaMinimalismo total
SqueakAmbiente vivoMédiaAltaMédiaProgramação como mundo de objetos
PharoSmalltalk modernoMédiaAltaMédia/AltaSmalltalk mais acessível hoje
MezzanoLisp OSAltaAltaBaixaLisp Machine moderna
HaikuDesktop OSBaixa/MédiaMédiaMédiaBeOS renascido
SerenityOSDesktop OSMédiaAltaBaixa/MédiaOS retrô feito do zero
RedoxRust OSMédia/AltaMédiaBaixa/MédiaMicrokernel em Rust
KolibriOSTiny OSBaixa/MédiaAltaBaixaDesktop em poucos MB
AROS/IcarosAmiga-likeMédiaMédia/AltaMédiaCultura Amiga viva
NixOSLinux declarativoAltaMédia/AltaAltaInfra reprodutível
Collapse OSPós-colapsoAltaMáximaBaixaComputação resiliente
UxnVM/plataformaMédiaMáximaMédiaFerramentas pequenas e duráveis
PICO-8Fantasy consoleBaixaAltaAltaCriar jogos pequenos
OrcaLivecodingMédiaMáximaMédiaMúsica procedural em grade textual
Pure DataVisual/audioMédiaAltaAltaArte sonora e multimídia
Max/MSPVisual/audioMédiaAltaAltaPerformance audiovisual profissional
UrbitRede/OS virtualAltaAltaMédiaServidor pessoal soberano
MirageOSUnikernelAltaAltaMédiaServiços mínimos e seguros
EmacsAmbiente textualMédia/AltaAltaAltaUm mundo Lisp de produtividade

Caminho prático de exploração em 7 dias

Dia 1 — PICO-8

Instale, abra alguns cartuchos, faça um sprite e tente criar uma tela simples. Objetivo: entender o prazer das limitações.

Dia 2 — Uxn

Abra alguns programas Uxn/Varvara e leia exemplos de Uxntal. Objetivo: sentir a estética permacomputing.

Dia 3 — Squeak ou Pharo

Abra o ambiente, inspecione objetos, altere algo ao vivo. Objetivo: entender “imagem viva”.

Dia 4 — Haiku

Rode em VM. Explore Tracker, Deskbar, apps e sistema de pacotes. Objetivo: ver um desktop alternativo que não é piada.

Dia 5 — 9front

Instale em VM, mexa no rio, leia docs, tente entender namespaces e 9P. Objetivo: sofrer um pouco, mas sair mais inteligente.

Dia 6 — Oberon

Leia o material do Project Oberon e rode uma versão/emulador. Objetivo: ver minimalismo brutal.

Dia 7 — Orca ou Pure Data

Faça um patch/grade musical simples. Objetivo: ver código virar som.


Conclusão brutalmente honesta

A maior parte desses projetos não serve para “substituir seu sistema operacional”. Essa é a pergunta errada.

A pergunta certa é:

Que ideias esses projetos preservam que a computação mainstream jogou fora?

TempleOS preserva a ideia de um computador como obra pessoal total. Plan 9 preserva uma visão distribuída e elegante de recursos. Oberon preserva a ideia de um sistema inteiro compreensível. Smalltalk preserva a imagem viva e a programação exploratória. Uxn preserva software pequeno, durável e artesanal. PICO-8 preserva a criatividade por restrição. Collapse OS preserva a pergunta desconfortável: “e se a nuvem acabar?”.

Para uso prático, comece por PICO-8, Uxn, Haiku, Pharo e NixOS.

Para mudar sua cabeça, vá de Plan 9, Oberon, Squeak, Mezzano e Collapse OS.

Para inspiração estética/weird, vá de TempleOS/ZealOS, Orca, Uxn, PICO-8 e 9front.


Fontes principais

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