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Mundos virtuais ainda ativos em 2026 — ranking do mais movimentado ao mais nichado

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Pesquisa organizada em 27 de junho de 2026.

Critério usado

Ranking de “mais movimentado” aqui não é perfeito, porque cada plataforma mede atividade de um jeito diferente:

  • DAU: usuários ativos por dia.
  • MAU: usuários ativos por mês.
  • CCU/concurrency: usuários online ao mesmo tempo.
  • contas registradas: número bonito para marketing, mas geralmente inflado.
  • Steam charts: bom para medir PC/Steam, ruim para plataformas mobile, console, web ou standalone VR.

Então eu usei esta ordem de confiabilidade:

  1. dados oficiais recentes;
  2. dados públicos de concorrência/concurrency;
  3. fontes de mercado quando a empresa não divulga número claro;
  4. sinais de atividade: marketplace, criadores, eventos, atualizações, comunidades.

Conclusão direta: Roblox, Minecraft e Fortnite são outra escala. Depois vem uma camada social/avatar forte, como ZEPETO, IMVU, VRChat, Avakin Life e Second Life. Depois vem o submundo mais nichado: Habbo, Horizon Worlds, The Sandbox, Spatial, Highrise, OpenSimulator, Resonite, Decentraland e ActiveWorlds.


Ranking resumido

PosiçãoMundo / plataformaSituação em 2026Métrica pública mais útilVeredito rápido
1RobloxGigante absoluto132 milhões DAU no Q1 2026O maior ecossistema de mundos virtuais UGC
2MinecraftGigante, mas menos “rede social centralizada”estimativas acima de 200 milhões MAUMundo virtual distribuído por servidores e Realms
3Fortnite / UEFNEnorme e cada vez mais plataformaestimativas de 100M+ MAU; Epic confirma alta atividade em ilhas de criadoresMetaverso disfarçado de jogo
4ZEPETOMuito forte na Ásia e moda/avatarcerca de 20M MAU; 400M+ contasAvatar social mobile muito vivo
5IMVUVeterano forte7M+ MAU declarado pela própria IMVUSecond Life mais casual, fashion e chat
6VRChatSocial VR mais vivocerca de 45k média no Steam e picos acima de 60k em 2026Comunidade viva, memeira, adulta, furry/anime/VR
7Avakin LifeMobile grande, PC pequeno1,5M MAU e 200M+ registrados em fonte de mercadoMundo social mobile ainda relevante
8Second LifeVeterano vivo~27k–40k+ simultâneos, com bots/altsNão morreu; virou nicho veterano
9HabboVivo, mas envelhecidoSulake diz “milhões”; estimativas externas por volta de milhares onlinePixel hotel persistente, mais nostalgia/comunidade
10Meta Horizon WorldsMudando de estratégiaVR despriorizado em 2026; foco mobileAinda existe, mas perdeu o sonho VR original
11The SandboxWeb3/metaverso criptofontes falam em ~201k MAU, mas métricas são fracasMais especulativo/ecossistema do que mundo social massivo
12SpatialAtivo para eventos, marcas e creator tools2M+ criadores/brands, sem MAU público forteBom para experiências e salas, menos “cidade viva”
13HighriseSocial mobile/UGC40M–50M registrados; Steam pequenoPode ser maior no mobile do que parece no PC
14OpenSimulator / HypergridComunidade federada tipo Second Life open source314 grids ativos listados em junho de 2026Pequeno, mas muito interessante para self-hosting
15ResoniteNicho técnico/social VR~170–200 média Steam; picos ~300–400 recentesPequeno, mas altamente criativo
16DecentralandWeb3 vivo, mas pouco movimentadosem DAU público forte; downloads mobile 400k+ no siteExiste, mas hype maior que presença real
17ActiveWorldsRelíquia vivasem números públicos fortesMuseu vivo da internet 3D dos anos 90

1. Roblox

Site: https://www.roblox.com/

Roblox é, disparado, o maior “mundo de mundos” atual. É menos um jogo e mais uma plataforma onde criadores publicam experiências, jogos, roleplays, social hubs, obbies, simuladores e economias próprias.

A página de investidores da Roblox informa 132 milhões de usuários ativos diários e 31 bilhões de horas engajadas no trimestre encerrado em 31 de março de 2026.

Fonte: https://ir.roblox.com/overview/default.aspx

Por que entra na lista

Porque é provavelmente o maior exemplo contemporâneo de metaverso real, mesmo que a palavra “metaverso” tenha ficado cafona. A criança/adolescente comum não fala “vou entrar no metaverso”; ela entra no Roblox.

Pontos fortes

  • Escala absurda.
  • Ferramentas de criação acessíveis.
  • Economia de criadores.
  • Comunidades gigantescas.
  • Funciona em PC, celular, console e VR.

Pontos fracos

  • Visual e qualidade variam brutalmente.
  • Muito conteúdo infantil.
  • Moderação e segurança são problemas recorrentes.
  • Como experiência “adulta e estética”, pode parecer bagunçado.

Vale testar?

Sim, mas com expectativa certa. Não vá esperando Second Life adulto. Vá esperando um YouTube de mundos jogáveis.


2. Minecraft

Site: https://www.minecraft.net/

Minecraft não é um “mundo virtual social” centralizado no mesmo sentido de Second Life, mas, na prática, é uma das maiores plataformas de mundos virtuais do planeta. Servidores como Hypixel, Realms, mundos privados, educação, mods e roleplay fazem dele uma infraestrutura cultural gigantesca.

As estimativas recentes de mercado colocam o Minecraft acima de 200 milhões de usuários ativos mensais na janela 2025–2026. Esses dados não são tão limpos quanto os relatórios de investidor da Roblox, mas a escala do Minecraft é inegável.

Fonte de mercado: https://prioridata.com/data/minecraft-statistics/

Por que entra na lista

Porque é um mundo virtual criativo persistente por excelência: construção, exploração, servidores sociais, economias, roleplay e comunidades próprias.

Pontos fortes

  • Comunidade gigantesca.
  • Modding infinito.
  • Servidores privados e públicos.
  • Funciona para criança, adulto, educação, arte e survival.
  • Muito mais longevo que quase qualquer metaverso hypado.

Pontos fracos

  • Não é uma praça social única.
  • A experiência depende muito do servidor.
  • Visual cúbico afasta quem espera algo mais “realista”.

Vale testar?

Sim. Para criatividade e servidor próprio, ainda é um monstro.


3. Fortnite / UEFN / Creative

Site: https://www.fortnite.com/ Creator Portal: https://create.fortnite.com/

Fortnite começou como battle royale, mas hoje é uma plataforma de experiências. Com UEFN, ilhas de criadores, LEGO Fortnite, shows, mapas sociais e experiências de marcas, ele virou um metaverso sem querer assumir totalmente esse nome.

A Epic divulga dados de ecossistema mais do que MAU completo. No Year in Review de 2024, a Epic disse que os jogadores em ilhas de criadores cresceram em usuários diários, mensais e anuais, e que pagou US$ 352 milhões a criadores em 2024. Fontes de mercado em 2026 estimam Fortnite na faixa de 100M+ MAU, mas trate isso como estimativa, não número oficial limpo.

Fontes:

Por que entra na lista

Porque Fortnite hoje é uma plataforma social e criativa, não só tiro. É um shopping/arcade/TV interativa/jogo social com skin da Disney/Marvel/LEGO/anime/música.

Pontos fortes

  • Escala enorme.
  • Visual moderno.
  • UEFN é tecnicamente poderoso.
  • Fortíssimo em eventos, cultura pop e marcas.
  • Creator economy crescente.

Pontos fracos

  • Ainda carrega identidade de “jogo de tiro”.
  • A experiência social depende das ilhas.
  • Menos liberdade autoral que ambientes abertos como Second Life ou VRChat.

Vale testar?

Sim, especialmente para entender para onde mundos virtuais mainstream estão indo.


4. ZEPETO

Site: https://zepeto.me/

ZEPETO é um mundo social/avatar mobile muito forte na Ásia, especialmente em cultura pop, moda digital, K-pop, selfies, lives e marcas. É mais próximo de uma rede social com avatar do que de um MMO clássico.

Fontes recentes de mercado e imprensa citam 400 milhões+ de contas registradas e cerca de 20 milhões de usuários ativos mensais.

Fonte: https://digiday.com/marketing/what-marketers-need-to-know-about-zepeto-the-korean-metaverse-platform/

Por que entra na lista

Porque é uma das plataformas que realmente conseguiu transformar avatar, moda e social em hábito mobile.

Pontos fortes

  • Muito forte em avatar e moda.
  • Mobile-first.
  • Apelo com marcas, K-pop e cultura asiática.
  • Criação de roupas e itens.

Pontos fracos

  • Menos interessante se você procura “mundo persistente profundo”.
  • Pode parecer rede social juvenil.
  • Menos hacker/cyberpunk que Second Life ou VRChat.

Vale testar?

Sim, se você quer entender avatar economy mobile.


5. IMVU

Site: https://www.imvu.com/ About: https://about.imvu.com/

IMVU é um dos veteranos do avatar chat. Está vivo e ainda é grande. A própria IMVU se descreve como uma plataforma social de avatares com 7 milhões+ de usuários ativos mensais.

Fontes:

Por que entra na lista

Porque é um Second Life mais simples, mais focado em avatar, moda, salas e conversa. Menos “mundo aberto”, mais “chatroom 3D com economia de aparência”.

Pontos fortes

  • Comunidade veterana.
  • Forte em moda/avatar.
  • Marketplace enorme.
  • Mais acessível que Second Life.

Pontos fracos

  • Pode parecer datado.
  • Menos liberdade espacial que SL/VRChat.
  • Muito centrado em aparência e social casual.

Vale testar?

Sim, mas vá esperando avatar chat, não “metaverso total”.


6. VRChat

Site: https://hello.vrchat.com/ Steam: https://store.steampowered.com/app/438100/VRChat/

VRChat é o rei do social VR. Mesmo sem headset, dá para usar em desktop. A comunidade é enorme para padrões de VR, com cultura própria: memes, anime, furries, clubes, eventos, roleplay, mundos experimentais, raves, performances, avatares absurdos.

Steam Charts mostrava em junho de 2026 média de cerca de 45 mil jogadores simultâneos no último mês e picos recentes acima de 60 mil. SteamDB também mostra picos históricos de quase 80 mil simultâneos em fevereiro de 2026. Isso mede Steam, não necessariamente todo o ecossistema.

Fontes:

Por que entra na lista

Porque se Second Life foi o metaverso social dos anos 2000, VRChat é um dos herdeiros mais vivos no social VR.

Pontos fortes

  • Comunidade muito ativa.
  • Criação de mundos e avatares.
  • Funciona em desktop e VR.
  • Cultura própria fortíssima.
  • Ótimo para eventos sociais e experimentação.

Pontos fracos

  • Pode ser caótico.
  • Curva social estranha.
  • Muita coisa depende de comunidades fechadas.
  • Sem VR, perde parte do encanto.

Vale testar?

Sim. É um dos mais interessantes de verdade.


7. Avakin Life

Site: https://avakin.com/ Steam: https://store.steampowered.com/app/3165680/Avakin_Life/

Avakin Life é um mundo social/avatar mobile que depois chegou ao Steam. Segundo a PocketGamer.biz, ele passou de 200 milhões de usuários registrados e tinha cerca de 1,5 milhão de usuários ativos mensais quando foi anunciado para Steam.

Fonte: https://www.pocketgamer.biz/after-200-million-mobile-users-avakin-life-is-heading-to-steam/

No Steam, os números são pequenos: SteamDB mostra algumas centenas de jogadores simultâneos, com pico histórico abaixo de 700. Isso não representa o público mobile.

Fonte: https://steamdb.info/app/3165680/charts/

Por que entra na lista

Porque é uma alternativa mobile de socialização, avatar, casa virtual, moda e eventos.

Pontos fortes

  • Mobile-first.
  • Avatar e moda.
  • Mundo social casual.
  • Comunidade grande historicamente.

Pontos fracos

  • PC/Steam é pequeno.
  • Estética bem mobile.
  • Menos “mundo autoral profundo” e mais social sim.

Vale testar?

Sim, se você quiser ver o lado mobile dos mundos sociais.


8. Second Life

Site: https://secondlife.com/ Grid Survey: https://www.gridsurvey.com/

Second Life ainda vive. Não está abandonado. Mas virou nicho veterano: comunidade adulta, marketplace, roleplay, música ao vivo, moda virtual, comunidades adultas, arte, fotografia e construção.

Dados públicos de concorrência mostram algo na faixa de dezenas de milhares simultâneos. Discussões e levantamentos recentes citam cerca de 29 mil avatars in-world, incluindo bots, e Daniel Voyager acompanha picos diários muitas vezes abaixo ou perto de 40 mil em 2026.

Fontes:

Por que entra na lista

Porque é o velho metaverso que sobreviveu. A maior parte do hype morreu; a comunidade real ficou.

Pontos fortes

  • Economia virtual madura.
  • Comunidade veterana.
  • Liberdade criativa enorme.
  • Roleplay e eventos ainda vivos.
  • Marketplace forte.

Pontos fracos

  • Interface datada.
  • Curva de entrada horrível.
  • Muitos bots/alts.
  • Parece velho porque é velho.

Vale testar?

Sim. Não como jogo moderno, mas como arqueologia viva da internet.


9. Habbo

Site: https://www.habbo.com/ Empresa: https://www.sulake.com/habbo/

Habbo é o hotel pixelado que sobreviveu. A Sulake ainda mantém Habbo e descreve a plataforma como um mundo virtual com milhões de pessoas e mais de 120 milhões de salas geradas por usuários em comunidades de 9 idiomas.

Fonte: https://www.sulake.com/habbo/

Estimativas externas de player count colocam Habbo na faixa de alguns milhares de jogadores, mas essas metodologias são menos confiáveis porque não vêm da Sulake.

Fonte externa: https://www.playerauctions.com/player-count/habbo/

Por que entra na lista

Porque Habbo é um fóssil vivo da web social: pixel art, quartos, roleplay, mobília, economia e nostalgia.

Pontos fortes

  • Identidade visual forte.
  • Muito roleplay.
  • Leve e acessível.
  • Comunidade antiga.

Pontos fracos

  • Muito menor que no auge.
  • Histórico de decisões ruins e crises na economia interna.
  • Pode parecer limitado se comparado a mundos 3D modernos.

Vale testar?

Sim, pela nostalgia e pela sociologia da internet. Como “futuro dos mundos virtuais”, não.


10. Meta Horizon Worlds

Site: https://www.meta.com/horizon-worlds/

Horizon Worlds é o caso mais estranho: não morreu totalmente, mas a Meta mudou a rota. Em 2026, notícias reportaram que a plataforma deixaria de receber criação/atualização de novos mundos em VR e passaria a priorizar mobile, enquanto mundos VR existentes continuariam acessíveis.

Fontes:

Por que entra na lista

Porque é importante historicamente: foi a aposta pública da Meta no “metaverso”. Mas a realidade bateu forte.

Pontos fortes

  • Apoio da Meta.
  • Integração com ecossistema Quest/mobile.
  • Ainda pode virar uma plataforma social de jogos mobile.

Pontos fracos

  • O sonho VR foi despriorizado.
  • A tração nunca justificou o hype.
  • É o exemplo perfeito de metaverso corporativo tentando virar Roblox tarde demais.

Vale testar?

Só por curiosidade. Eu não colocaria como prioridade se você quer mundo vivo e orgânico.


11. The Sandbox

Site: https://www.sandbox.game/

The Sandbox é um metaverso web3 baseado em terrenos, NFTs, assets, experiências e economia cripto. Ainda existe e tem parcerias, temporadas, experiências de marcas e comunidade cripto.

Números de atividade são difíceis e frequentemente misturam wallets, compradores, usuários ativos e jogadores. Fontes externas citam 201 mil usuários mensais e 39 mil diários, mas trate isso com cautela. Messari, analisando Q2 2025, focou mais em atividade econômica/asset buyers do que em população social massiva.

Fontes:

Por que entra na lista

Porque representa o lado web3 dos mundos virtuais.

Pontos fortes

  • Economia de assets.
  • Marcas e eventos.
  • Criação de experiências.
  • Comunidade web3.

Pontos fracos

  • Métricas confusas.
  • Hype cripto maior que uso social comum.
  • Pode parecer vazio fora de eventos.

Vale testar?

Sim, se você quer entender metaverso web3. Não espere Roblox.


12. Spatial

Site: https://www.spatial.io/

Spatial começou muito associado a salas virtuais, reuniões, galerias e experiências 3D. Hoje tenta se posicionar mais como ferramenta para UGC, social games, experiências de marca, educação e ambientes web/mobile/VR.

A página de criação fala em 2M+ creators & brands construindo e publicando social games, experiências de marca, aprendizagem virtual e galerias.

Fonte: https://www.spatial.io/create

Por que entra na lista

Porque é útil para eventos, espaços 3D e experiências de marca. Mas “criadores cadastrados” não é a mesma coisa que “mundo fervendo de gente”.

Pontos fortes

  • Web-first.
  • Bom para eventos e salas.
  • Visual mais limpo/profissional.
  • Usável para educação, marca e galeria.

Pontos fracos

  • Não parece ter uma comunidade orgânica gigante tipo VRChat.
  • Métricas públicas de usuários ativos são fracas.
  • Pode virar ferramenta, não “mundo”.

Vale testar?

Sim, especialmente para eventos e experiências 3D web.


13. Highrise

Site: https://highrise.game/ Creator: https://create.highrise.game/

Highrise é um mundo social mobile-first com avatar, salas, eventos, moda, UGC e marketplace. Fontes de mercado citam 40M+ usuários registrados e mais de US$ 250M em transações de marketplace; páginas mais recentes de Steam/terceiros falam em 50M+ usuários, mas isso é registro, não atividade mensal.

Fontes:

Por que entra na lista

Porque está no mesmo território de IMVU/ZEPETO/Avakin: identidade digital, moda, comunidade e economia social.

Pontos fortes

  • Mobile-first.
  • UGC e marketplace.
  • Estética jovem.
  • Economia de itens.

Pontos fracos

  • Steam é pequeno.
  • Métrica de usuários ativos não é transparente.
  • Pode não agradar quem procura mundo aberto profundo.

Vale testar?

Sim, para entender social/avatar mobile contemporâneo.


14. OpenSimulator / Hypergrid

Site: http://opensimulator.org/ Estatísticas: https://www.hypergridbusiness.com/statistics/active-grids/

OpenSimulator é uma implementação open source inspirada no modelo do Second Life. Em vez de um grid único, existem vários grids, muitos conectados por Hypergrid. É o mais interessante para quem pensa em self-hosting de mundo virtual.

Hypergrid Business listava 314 grids ativos em 15 de junho de 2026.

Fonte: https://www.hypergridbusiness.com/statistics/active-grids/

Por que entra na lista

Porque é o “fediverso” dos mundos tipo Second Life. Pequeno, velho, técnico, mas conceitualmente muito legal.

Pontos fortes

  • Open source.
  • Pode auto-hospedar.
  • Federação/Hypergrid.
  • Compatível com a cultura Second Life-like.

Pontos fracos

  • Comunidade pequena.
  • Experiência datada.
  • Configuração e manutenção exigem paciência.
  • Pouco apelo mainstream.

Vale testar?

Para você, sim. É provavelmente um dos mais interessantes tecnicamente.


15. Resonite

Site: https://resonite.com/ Steam: https://store.steampowered.com/app/2519830/Resonite/

Resonite é um social VR/creative platform nascido da linhagem do Neos VR. É pequeno, mas muito focado em criação, interação, ferramentas dentro do mundo e experimentação.

Steam Charts mostra média recente por volta de 170–200 usuários simultâneos e picos mensais na casa de algumas centenas.

Fontes:

Por que entra na lista

Porque é pequeno, mas muito “maluco bom”: mundos programáveis, ferramentas criativas, experimentação social e técnica.

Pontos fortes

  • Muito criativo.
  • Ótimo para builders e experimentadores.
  • Comunidade técnica.
  • Ferramentas interessantes dentro do mundo.

Pontos fracos

  • Pequeno.
  • Curva de entrada alta.
  • Menos povoado que VRChat.

Vale testar?

Sim, se você quer criatividade técnica, não multidão.


16. Decentraland

Site: https://decentraland.org/

Decentraland é um metaverso web3 baseado em terrenos virtuais, eventos, wearables e comunidade cripto. Ele ainda existe, tem eventos e inclusive app/mobile, mas a atividade real é difícil de medir e o hype histórico foi muito maior que a presença diária.

A própria Decentraland tem um texto explicando a dificuldade de medir “active users” em metaversos, justamente por causa da confusão entre wallets, transações e pessoas visitando o mundo. O site atual também divulga 400K+ downloads para mobile/desktop.

Fontes:

Por que entra na lista

Porque é um dos nomes mais conhecidos do metaverso web3, mesmo que o uso social pareça pequeno.

Pontos fortes

  • Histórico forte no web3.
  • Eventos e wearables.
  • DAO/comunidade cripto.
  • Acesso web/app.

Pontos fracos

  • Pode parecer vazio.
  • Métricas públicas são nebulosas.
  • Hype especulativo feriu a reputação.

Vale testar?

Só se você quer entender web3/metaverso ou explorar como curiosidade.


17. ActiveWorlds

Site: https://www.activeworlds.com/

ActiveWorlds é uma relíquia viva da internet 3D. Surgiu nos anos 90 e ainda tem site, cliente e proposta de construção de mundos 3D.

Fonte: https://www.activeworlds.com/

Por que entra na lista

Porque é historicamente importante: antes de Second Life virar sinônimo de metaverso, ActiveWorlds já explorava mundos 3D online.

Pontos fortes

  • História pura.
  • Construção de mundos.
  • Sensação de internet antiga.

Pontos fracos

  • Pouquíssimo mainstream.
  • Sem métricas públicas fortes.
  • Provavelmente muito mais museu vivo do que plataforma vibrante.

Vale testar?

Sim, como arqueologia digital.


Plataformas relevantes encerradas ou semi-encerradas

Rec Room — encerrado em 1º de junho de 2026

Site: https://recroom.com/ Post oficial: https://blog.recroom.com/posts/schools-out-for-rec-room

Rec Room era uma das alternativas mais importantes ao Roblox/VRChat: social, VR, PC, console, mobile, criação de salas e jogos. Mas o próprio site informa que todos os produtos Rec Room seriam fechados em 1º de junho de 2026 ao meio-dia PT.

A empresa disse que a plataforma chegou a 150 milhões de jogadores e criadores, mas não conseguiu chegar a um modelo financeiramente sustentável.

Fontes:

AltspaceVR — encerrado

AltspaceVR foi um social VR importante, comprado pela Microsoft, mas encerrado em 2023. Vale conhecer historicamente, mas não é opção atual.

Fonte: https://learn.microsoft.com/en-us/windows/mixed-reality/altspace-vr/

Mozilla Hubs — encerrado como serviço hospedado pela Mozilla

Mozilla Hubs foi uma opção interessante para salas virtuais web. A Mozilla encerrou o serviço hospedado, embora existam esforços comunitários/forks e alternativas.

Fonte: https://hubs.mozilla.com/


Meu ranking por “vale explorar”, não só por tamanho

Se a ideia é ver mundos vivos e entender cultura digital, minha ordem prática seria:

  1. VRChat — mais vivo e estranho no bom sentido.
  2. Second Life — arqueologia viva e economia social real.
  3. Roblox — escala absurda e creator economy.
  4. Fortnite/UEFN — futuro mainstream dos mundos-jogos.
  5. IMVU — avatar/social veterano ainda grande.
  6. ZEPETO — mobile/avatar/fashion/social forte.
  7. OpenSimulator — melhor para self-hosting e federação.
  8. Resonite — pequeno, mas tecnicamente criativo.
  9. Habbo — nostalgia e cultura pixel social.
  10. Spatial — bom para eventos e experiências 3D web.

Se a ideia é construir algo seu, eu olharia primeiro para:

  • OpenSimulator, se você quer auto-hospedar um mundo estilo Second Life.
  • Minecraft server, se você quer comunidade, modding e controle.
  • Roblox, se você quer alcançar massa, mas aceitar regras da plataforma.
  • Fortnite UEFN, se você quer criar experiências modernas com visual forte.
  • Spatial, se você quer sala/experiência 3D web sem muito atrito.
  • VRChat SDK, se você quer mundo social e avatar culture.

Conclusão brutalmente honesta

A palavra “metaverso” virou piada porque empresas venderam uma fantasia corporativa ruim. Mas mundos virtuais nunca morreram. Eles só foram para onde havia comunidade real:

  • criança e Gen Alpha: Roblox / Minecraft / Fortnite;
  • avatar e moda: ZEPETO / IMVU / Avakin / Highrise;
  • social adulto e estranho: VRChat / Second Life;
  • nostalgia: Habbo / ActiveWorlds;
  • web3: The Sandbox / Decentraland;
  • self-hosting e federação: OpenSimulator;
  • criação técnica nichada: Resonite.

A lição é simples: mundo virtual sem comunidade vira showroom vazio. Mundo virtual com comunidade, mesmo feio e velho, sobrevive décadas.

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