Por Pablo Murad — 2026
Eu comprei/peguei um tablet Xiaomi achando que ele seria suficiente para uma tarefa simples: escrever com caneta, estudar, fazer anotações, talvez usar um Noteshelf da vida e transformar o tablet em um caderno digital decente.
Na teoria, nada absurdo.
Na prática, o tablet começou a mostrar aquela realidade cruel dos aparelhos de entrada: sistema pesado, bloatware, serviços rodando em segundo plano, animações desnecessárias, propaganda embutida, apps duplicados e uma interface que tenta parecer premium em um hardware que não tem folga para isso.
O aparelho em questão é um Redmi Pad SE, modelo 23073RPBFL, codinome xun, rodando Android 15 / HyperOS. Ele tem 4 GB de RAM e ainda vem com aquela conversa de “4 GB + 2 GB”, que é a tal extensão de memória. Parece bonito no marketing, mas na prática esses 2 GB extras usam armazenamento interno como memória virtual. Em tablet com armazenamento mais lento, isso pode virar microtravada. E microtravada é exatamente o que destrói a experiência de escrever com caneta.
O objetivo, então, não foi transformar esse tablet em um iPad ou Galaxy Tab topo de linha. Isso seria fantasia. O objetivo foi mais realista: tirar o peso morto do sistema, reduzir interferências, cortar processos inúteis e deixar o tablet o mais fluido possível para escrita manual.
Este artigo é o registro do processo.
O problema real
O problema não era apenas “o tablet é fraco”. Isso seria uma explicação preguiçosa.
O problema era a soma de vários fatores:
- 4 GB de RAM para um sistema moderno pesado;
- HyperOS cheio de serviços Xiaomi;
- apps duplicados de vídeo, música, navegador, notas, clima, scanner, etc.;
- telemetria e propaganda;
- notificações inúteis;
- economia de bateria interferindo em apps de escrita;
- animações do sistema;
- extensão de memória usando armazenamento interno;
- possível limitação natural da tela/caneta do Redmi Pad SE.
Ou seja: o tablet já não tem muita força, e o sistema ainda desperdiça parte dela com coisa inútil.
A ideia foi simples: se o hardware é limitado, o sistema precisa ficar mais magro.
Antes de pensar em ROM custom
Minha primeira ideia foi: “será que dá para instalar outro sistema operacional mais leve?”
Dá. O Redmi Pad SE usa o codinome xun, e existem ROMs customizadas para ele, como LineageOS e outras builds não oficiais. Mas isso traz riscos: desbloquear bootloader, apagar dados, depender de recovery compatível, aceitar possível bug em touch, caneta, áudio, câmera, rotação ou bateria.
E aqui vem a parte importante: trocar ROM pode deixar o sistema mais leve, mas também pode piorar justamente a caneta. Em tablet Android, a experiência da caneta depende muito de kernel, firmware, drivers e ajustes do fabricante.
Então a decisão foi sensata: antes de partir para ROM custom, fazer um debloat via ADB e ajustar o sistema.
Sem root. Sem bootloader. Sem gambiarra irreversível.
Confirmando o modelo pelo ADB
Primeiro, conectei o tablet ao Windows usando ADB. Como eu estava usando WSL, o ADB dentro do Debian não enxergava o USB diretamente. A solução mais simples foi usar o PowerShell no Windows.
Com a depuração USB ativada no tablet, rodei:
adb devices
No começo apareceu como unauthorized. Isso é normal. O tablet mostra uma janela pedindo autorização da chave RSA do computador. Depois de aceitar, o resultado ficou assim:
List of devices attached
1c5e93eb device
Aí sim o ADB estava funcionando.
Depois confirmei o modelo:
adb shell getprop ro.product.device
adb shell getprop ro.product.model
adb shell getprop ro.product.name
adb shell getprop ro.build.version.release
adb shell getprop ro.miui.ui.version.name
Resultado:
xun
23073RPBFL
xun_global
15
V816
Ou seja:
- aparelho: Redmi Pad SE;
- codinome: xun;
- variante: global;
- Android: 15;
- interface: HyperOS/MIUI V816.
Essa confirmação é essencial. Fazer debloat ou procurar ROM sem saber o codinome do aparelho é pedir para fazer besteira.
Salvando a lista de pacotes antes de mexer
Antes de remover qualquer coisa, salvei a lista completa de pacotes instalados:
adb shell pm list packages > "$env:USERPROFILE\Desktop\pacotes-redmi-pad-se.txt"
Isso cria um arquivo na Área de Trabalho com todos os pacotes. Não é exatamente um backup do sistema, mas ajuda muito caso eu precise lembrar o que existia antes.
Também listei os pacotes relacionados à Xiaomi, MIUI, vídeo, música, navegador, jogos, propaganda e afins:
adb shell pm list packages | findstr /i "miui xiaomi msa analytics browser video music game getapps yellowpage"
Foi aí que apareceu a coleção de tralha.
O que eu decidi NÃO remover
Esse ponto é importante. Debloat bom não é sair apagando tudo como um animal.
Alguns pacotes parecem inúteis, mas controlam partes críticas do sistema. Se remover errado, você pode quebrar permissões, bateria, tela inicial, toque, recursos do sistema ou até a experiência com a caneta.
Eu decidi não remover estes pacotes:
com.miui.powerkeeper
com.xiaomi.touchservice
com.miui.securitycenter
com.miui.securitycore
com.lbe.security.miui
com.miui.securityadd
com.miui.core
com.miui.core.internal.services
com.miui.system
com.miui.home
miui.systemui.plugin
com.miui.notification
com.miui.permissioncontroller.overlay
com.xiaomi.account
com.xiaomi.finddevice
com.xiaomi.xmsf
com.xiaomi.xmsfkeeper
com.xiaomi.bluetooth
com.miui.misound
com.miui.daemon
com.miui.misightservice
com.android.systemui.overlay.miui
com.android.settings.overlay.miui
com.android.networkstack.overlay.miui
com.android.wifi.resources.xiaomi
com.google.android.wifi.resources.xiaomi
com.android.inputsettings.overlay.miui
com.miui.settings.rro.device.systemui.overlay
com.miui.system.overlay
com.miui.systemui.devices.overlay
com.miui.systemui.overlay.devices.android
O principal da lista é este:
com.xiaomi.touchservice
Se o objetivo é melhorar escrita com caneta, mexer em algo chamado touchservice seria burrice. Pode não ser diretamente a caneta, mas é perto demais da área crítica para brincar.
Também decidi não remover os componentes de papel de parede:
com.miui.miwallpaper
com.miui.miwallpaper.overlay
com.miui.miwallpaper.overlay.customize
com.miui.miwallpaper.config.overlay
com.miui.wallpaper.overlay
com.miui.wallpaper.overlay.customize
com.miui.aod
Daria para ser mais agressivo? Sim. Mas o ganho provável é pequeno e a chance de criar comportamento irritante no sistema não vale a pena.
O debloat principal
A remoção foi feita com:
adb shell pm uninstall --user 0 nome.do.pacote
Esse método remove o app apenas para o usuário atual. Não apaga fisicamente o app da partição do sistema. Isso é bom, porque normalmente permite restauração depois.
O bloco principal foi este:
adb shell pm uninstall --user 0 com.miui.analytics
adb shell pm uninstall --user 0 com.miui.msa.global
adb shell pm uninstall --user 0 com.miui.miservice
adb shell pm uninstall --user 0 com.mi.globalbrowser
adb shell pm uninstall --user 0 com.miui.videoplayer
adb shell pm uninstall --user 0 com.miui.player
adb shell pm uninstall --user 0 com.miui.yellowpage
adb shell pm uninstall --user 0 com.xiaomi.payment
adb shell pm uninstall --user 0 com.xiaomi.barrage
adb shell pm uninstall --user 0 com.xiaomi.ugd
adb shell pm uninstall --user 0 com.xiaomi.discover
adb shell pm uninstall --user 0 com.miui.thirdappassistant
adb shell pm uninstall --user 0 com.miui.bugreport
adb shell pm uninstall --user 0 com.xiaomi.mtb
adb shell pm uninstall --user 0 com.xiaomi.miralink
adb shell pm uninstall --user 0 com.xiaomi.smarthome
adb shell pm uninstall --user 0 cn.wps.xiaomi.abroad.lite
adb shell pm uninstall --user 0 com.miui.fm
adb shell pm uninstall --user 0 com.miui.fmservice
adb shell pm uninstall --user 0 com.miui.screenrecorder
adb shell pm uninstall --user 0 com.miui.weather2
adb shell pm uninstall --user 0 com.miui.notes
adb shell pm uninstall --user 0 com.miui.qr
adb shell pm uninstall --user 0 com.xiaomi.scanner
adb shell pm uninstall --user 0 com.google.android.apps.youtube.music
adb shell pm uninstall --user 0 com.google.android.videos
Nem tudo saiu. Alguns pacotes retornaram erro:
Failure [-1000]
Isso aconteceu com alguns apps como gravador de tela, clima, notas e scanner. Não é o fim do mundo. Significa que o sistema bloqueou a remoção desses pacotes para o usuário atual.
O que saiu com sucesso foi o mais importante:
- analytics;
- MSA/propaganda;
- Mi Browser;
- Mi Video;
- Mi Music;
- pagamentos Xiaomi;
- serviços extras;
- bugreport;
- WPS pré-instalado;
- FM;
- YouTube Music;
- Google TV.
Isso já limpa uma boa parte da sujeira.
O que fazer quando aparece Failure [-1000]
Minha decisão foi não insistir demais.
Dá para tentar desativar em vez de remover:
adb shell pm disable-user --user 0 com.miui.screenrecorder
adb shell pm disable-user --user 0 com.miui.weather2
adb shell pm disable-user --user 0 com.miui.notes
adb shell pm disable-user --user 0 com.xiaomi.scanner
Mas se o sistema recusar, paciência. O ganho de desempenho desses apps parados é pequeno. Ficar brigando com app protegido do sistema pode virar perda de tempo.
Debloat precisa ter objetivo. O objetivo aqui é fluidez para escrita, não vencer uma guerra religiosa contra todo pacote Xiaomi.
Reiniciando o tablet
Depois da remoção, reiniciei:
adb reboot
Isso é obrigatório. Debloat sem reiniciar é teste malfeito.
Configurações que realmente importam
Remover bloat ajuda, mas não resolve tudo. Para escrita com caneta, alguns ajustes do sistema são tão importantes quanto o debloat.
1. Taxa de atualização em 90 Hz
No tablet:
Configurações → Tela → Taxa de atualização
Selecionar:
90 Hz
ou:
Alta
Se o tablet estiver em 60 Hz ou automático conservador, a escrita pode parecer mais atrasada. Para caneta, previsibilidade importa.
2. Desativar ou reduzir animações
Primeiro, ativar opções de desenvolvedor:
Configurações → Sobre o tablet → tocar várias vezes em "Versão do OS"
Depois:
Configurações → Configurações adicionais → Opções do desenvolvedor
Alterar:
Escala de animação da janela: 0,5x
Escala de animação de transição: 0,5x
Escala de duração do animador: 0,5x
Se ainda parecer pesado:
Desativado
Isso não muda a latência da caneta diretamente, mas tira aquela sensação de sistema arrastado.
3. Desativar extensão de memória
No tablet:
Configurações → Configurações adicionais → Extensão de memória
ou:
Configurações → Sobre o tablet → RAM → Extensão de memória
Desativar:
Extensão de memória
Depois reiniciar.
Essa parte é contraintuitiva, porque o marketing vende “mais RAM” como algo bom. Mas em aparelho com armazenamento mais lento, memória virtual pode gerar microtravadas. Para escrita, microtravada incomoda mais do que app recarregando.
Melhor ter menos multitarefa e mais resposta imediata.
4. Tirar restrição de bateria do app de escrita
Para o Noteshelf:
Configurações → Apps → Gerenciar apps → Noteshelf → Economia de bateria
Selecionar:
Sem restrições
Isso também vale para Squid, JNotes, Nebo, OneNote ou Xodo.
Se o sistema tenta economizar bateria enquanto você escreve, a experiência pode ficar ruim. Escrita fluida precisa de resposta rápida, não de economia agressiva.
5. Desativar economia de bateria durante escrita
No tablet:
Configurações → Bateria
Desativar:
Economia de bateria
Ultra economia de bateria
Se existir modo desempenho, usar durante a escrita.
Não dá para exigir baixa latência com o sistema tentando cortar processamento.
6. Reduzir notificações inúteis
No tablet:
Configurações → Notificações e barra de status → Notificações de apps
Desative notificações de apps que não precisam acordar o sistema:
- Temas;
- Clima;
- Notas da Xiaomi, se não usa;
- Scanner;
- Galeria, se não precisa;
- Segurança, exceto alertas importantes;
- qualquer app pré-instalado inútil.
Notificação é interrupção. Interrupção acorda app. App acordado disputa recurso. Em tablet fraco, isso importa.
7. Limpar tela inicial
Removi widgets desnecessários e evitei papel de parede animado.
Configuração recomendada:
- papel de parede estático;
- sem widget de clima;
- sem feed lateral;
- sem cartões de notícia;
- sem firula visual.
O tablet não precisa parecer loja de operadora. Precisa abrir o app de notas e responder à caneta.
Ajustando o Noteshelf
A ideia inicial era usar o Noteshelf. Ele é bonito, organizado e bom para cadernos digitais. Mas bonito geralmente custa recurso.
Então a configuração precisa ser conservadora:
- usar páginas simples;
- evitar templates muito pesados;
- evitar muitos cadernos enormes;
- evitar PDFs gigantes;
- dividir PDFs grandes por capítulo;
- evitar sincronização constante;
- evitar gravação de áudio junto com anotação;
- evitar reconhecimento de escrita em tempo real se estiver pesando;
- evitar recursos de IA ou extras que fiquem processando em segundo plano.
A regra é simples: primeiro fluidez, depois enfeite.
Apps alternativos para testar
O Noteshelf pode funcionar bem, mas eu não trataria ele como única opção.
Para escrita fluida em hardware limitado, eu testaria nesta ordem:
- Squid;
- JNotes;
- Noteshelf;
- Nebo;
- OneNote;
- Xodo, principalmente para PDF.
O teste correto é sempre em folha branca primeiro. Se folha branca engasga, o problema é sistema, tela, caneta ou app. Se folha branca vai bem e PDF engasga, o problema provavelmente é o PDF ou a forma como o app renderiza o documento.
Teste final depois do debloat
Depois de tudo, o teste precisa ser limpo:
- reiniciar o tablet;
- esperar uns dois minutos;
- fechar apps recentes;
- abrir apenas o app de notas;
- criar uma página branca simples;
- escrever rápido por cinco minutos;
- repetir no Squid, JNotes e Noteshelf;
- só depois testar PDFs.
Se o Noteshelf engasgar e Squid/JNotes forem bem, o problema é o peso do Noteshelf nesse hardware.
Se todos engasgarem, a limitação está mais funda: tela, caneta, touch, hardware ou HyperOS.
Como restaurar algum pacote removido
Se alguma coisa quebrar, dá para tentar restaurar com:
adb shell cmd package install-existing nome.do.pacote
Exemplo:
adb shell cmd package install-existing com.mi.globalbrowser
Por isso usei pm uninstall --user 0. É bem menos perigoso do que sair apagando partição de sistema com root.
Script automatizado
Depois do processo manual, também criei um script PowerShell para automatizar esse debloat no Windows.
A ideia do script é:
- verificar se o ADB existe;
- tentar instalar Platform Tools via
winget, se necessário; - confirmar se o tablet está conectado;
- verificar se o codinome é
xun; - exportar a lista de pacotes;
- aplicar debloat recomendado;
- oferecer opções extras;
- gerar log;
- permitir restauração de pacotes.
Isso facilita salvar como Gist e repetir o processo sem depender de memória ou copiar comandos soltos.
Resultado esperado
Esse processo não faz milagre.
O Redmi Pad SE continua sendo um tablet de entrada. Ele não vira iPad Pro, não vira Galaxy Tab S com S Pen, não ganha digitalizador premium e não passa a ter RAM sobrando.
Mas o processo remove bastante lixo, reduz serviços inúteis, corta propaganda, tira apps duplicados e deixa o sistema menos carregado.
O objetivo é simples:
menos bloat,
menos processos inúteis,
menos interrupção,
menos microtravada,
mais foco na escrita.
Se depois disso o tablet ainda não entregar uma escrita aceitável, aí a conclusão é dura, mas honesta: o limite não era só software. O hardware e a experiência de caneta do Redmi Pad SE podem simplesmente não ser bons o bastante para uso pesado de escrita manual.
Nesse caso, as próximas opções seriam:
- testar uma ROM custom leve, como LineageOS, aceitando risco;
- trocar de app de escrita;
- usar PDFs mais leves;
- ou aceitar que, para escrita séria com caneta, o caminho correto é um tablet com caneta ativa de verdade e melhor suporte de hardware.
A parte boa é que o debloat via ADB é o melhor primeiro passo: melhora o que dá para melhorar sem abrir bootloader, sem root e sem transformar o tablet em peso de papel.
Resumo dos comandos principais
Confirmar dispositivo:
adb devices
Confirmar modelo:
adb shell getprop ro.product.device
adb shell getprop ro.product.model
adb shell getprop ro.product.name
adb shell getprop ro.build.version.release
adb shell getprop ro.miui.ui.version.name
Salvar lista de pacotes:
adb shell pm list packages > "$env:USERPROFILE\Desktop\pacotes-redmi-pad-se.txt"
Debloat principal:
adb shell pm uninstall --user 0 com.miui.analytics
adb shell pm uninstall --user 0 com.miui.msa.global
adb shell pm uninstall --user 0 com.miui.miservice
adb shell pm uninstall --user 0 com.mi.globalbrowser
adb shell pm uninstall --user 0 com.miui.videoplayer
adb shell pm uninstall --user 0 com.miui.player
adb shell pm uninstall --user 0 com.miui.yellowpage
adb shell pm uninstall --user 0 com.xiaomi.payment
adb shell pm uninstall --user 0 com.xiaomi.barrage
adb shell pm uninstall --user 0 com.xiaomi.ugd
adb shell pm uninstall --user 0 com.xiaomi.discover
adb shell pm uninstall --user 0 com.miui.thirdappassistant
adb shell pm uninstall --user 0 com.miui.bugreport
adb shell pm uninstall --user 0 com.xiaomi.mtb
adb shell pm uninstall --user 0 com.xiaomi.miralink
adb shell pm uninstall --user 0 com.xiaomi.smarthome
adb shell pm uninstall --user 0 cn.wps.xiaomi.abroad.lite
adb shell pm uninstall --user 0 com.miui.fm
adb shell pm uninstall --user 0 com.miui.fmservice
adb shell pm uninstall --user 0 com.miui.qr
adb shell pm uninstall --user 0 com.google.android.apps.youtube.music
adb shell pm uninstall --user 0 com.google.android.videos
Reiniciar:
adb reboot
Restaurar pacote:
adb shell cmd package install-existing nome.do.pacote
Conclusão
O Redmi Pad SE não é lixo absoluto, mas vem carregado demais para o que oferece. O HyperOS tenta vender uma experiência cheia de recursos, mas em um aparelho com 4 GB de RAM isso cobra preço.
Para quem quer usar caneta e escrever com fluidez, o caminho mais inteligente é cortar peso:
- debloat via ADB;
- 90 Hz ativo;
- extensão de memória desligada;
- animações reduzidas;
- app de escrita sem restrição de bateria;
- notificações inúteis desligadas;
- apps de escrita leves;
- PDFs menores.
Isso não transforma o tablet em outro aparelho. Mas remove boa parte da sujeira que estava no caminho.
E, às vezes, otimizar um tablet barato é exatamente isso: parar de esperar milagre e começar a remover tudo que atrapalha.
Did this resonate?
Related documents
- 001
- 002
- 003
- 004
- 005