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300 ferramentas para trabalhar com ANSI, ASCII e arte em modo texto

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Trabalhar com “ASCII art” pode significar coisas muito diferentes: desenhar somente com os 128 caracteres ASCII, empilhar blocos da página de código 437 com 16 cores, programar uma interface de terminal com sequências de escape, produzir PETSCII em um Commodore 64 ou converter vídeo em caracteres Unicode. Esta pesquisa organiza exatamente 300 ferramentas e recursos técnicos sem fingir que todos resolvem o mesmo problema.

Cada entrada aponta para a página oficial, o repositório do autor ou, no caso de software histórico, o acervo mais confiável encontrado. Projetos antigos aparecem porque continuam importantes para reproduzir fluxos de BBS e demoscene, mas são marcados como legado. Eles devem ser executados em emuladores ou máquinas isoladas, nunca como binários confiáveis no Windows principal.

Resumo executivo

Se você quer começar hoje, as escolhas mais fortes são:

  1. Moebius mantido ou Icy Draw para ANSI/CP437 clássico em Windows, Linux e macOS.
  2. Durdraw para arte Unicode/ANSI animada diretamente no terminal.
  3. PabloDraw para compatibilidade, colaboração e um fluxo consagrado pela cena.
  4. Playscii para misturar textmode, tiles, animação e criação de jogos.
  5. REXPaint para desenho por células, roguelikes e mapas.
  6. Ansilove para renderizar .ANS, .BIN, .XBIN, .ADF, .IDF e .TND.
  7. Chafa para converter imagens e animações com excelente qualidade no terminal moderno.
  8. FFmpeg + Chafa/Durdraw para vídeo, extração de quadros e animação.
  9. Ultimate Oldschool PC Font Pack para reproduzir corretamente fontes IBM PC, DOS e terminais históricos.
  10. 16colo.rs para estudar artpacks reais e conferir como as obras devem ser exibidas.

Não existe um editor universal. Para um site com estética de BBS, o fluxo mais confiável é desenhar em Moebius/Icy Draw, exportar .ANS, renderizar uma versão PNG com Ansilove e, quando o texto precisar permanecer selecionável, converter ou recriar a saída em HTML com fonte CP437 adequada. Para uma TUI moderna, use Unicode e códigos ANSI por meio de uma biblioteca, em vez de concatenar escapes manualmente.

Metodologia e critérios

A seleção cruzou documentação oficial, repositórios dos autores, páginas dos projetos, catálogos históricos e acervos da artscene. Os critérios foram utilidade prática, relevância histórica, suporte a formatos de modo texto, possibilidade de download, qualidade de renderização, portabilidade, licença e sinais de manutenção.

“Melhores” aqui não significa “mais novos”. TheDraw, ACiDDraw e TundraDraw ainda são referências para compreender o formato e o fluxo criativo da cena DOS; entretanto, não são a primeira escolha para um projeto novo. Quando não foi possível confirmar licença ou atividade recente, a entrada diz isso explicitamente.

Antes da lista: os termos não são sinônimos

TermoO que éUso típico
ASCIIConjunto original de 128 caracteres, sem cores ou comandos de cursor por si sóLogos de texto, diagramas, arte compatível com qualquer editor
ANSI artNa cena BBS, arte que combina caracteres, sobretudo CP437, cores e sequências de controle ANSITelas de BBS, artpacks, NFOs e demos
ANSI/ECMA-48 escapesComandos enviados ao terminal para mover cursor, limpar tela, colorir e aplicar atributosCLIs, TUIs, animações e logs coloridos
CP437Página de código do IBM PC com blocos, linhas, símbolos e letras; não é ASCII puroANSI DOS e arte de blocos
Unicode text artUsa braille, blocos, box drawing, sextantes e milhares de glifos modernosTerminais atuais e alta densidade visual
PETSCIICharset dos computadores Commodore, com semigráficos própriosC64, PET, VIC-20 e Plus/4
ATASCIICharset e controles dos Atari de 8 bitsArte e animação em Atari/BBS
Teletext/Mode 7Sistema de células, mosaicos e atributos usado em teletexto e BBC MicroPáginas de teletexto e arte broadcast
Shift-JIS artArte textual japonesa baseada no alinhamento e nos glifos de Shift-JISAA japonesa; depende de fonte e largura corretas

Ranking geral: as 25 primeiras para instalar ou conhecer

PosiçãoFerramentaMelhor para
1Moebius (fork mantido)ANSI clássico, ANSI 256 e True Color
2Icy DrawCriação e conversão moderna de textmode
3DurdrawArte e animação ANSI/Unicode no terminal
4PabloDrawCompatibilidade, colaboração e fluxo tradicional
5PlaysciiArte, animação, tiles e protótipos de jogos
6REXPaintMapas, roguelikes e pintura por células
7AnsiloveRenderização fiel e automação
8ChafaImagem e animação para terminal
916colo.rsEstudo, referência e preservação
10FFmpegPreparação de vídeo e quadros
11PETSCII Editor/PetmateArte Commodore
12MonodrawDiagramas e arte textual no macOS
13ASCIIFlowDiagramas ASCII rápidos no navegador
14libcacaConversão, visualização e programação
15NotcursesGráficos avançados em terminal
16RatatuiTUIs modernas em Rust
17Bubble Tea + Lip GlossTUIs elegantes em Go
18Rich + TextualInterfaces e saída avançada em Python
19xterm.jsTerminal ANSI no navegador
20Windows TerminalTeste moderno no Windows
21WezTermControle fino, ligaduras e automação Lua
22Ultimate Oldschool PC Font PackFidelidade histórica de fontes
23DOSBox-XExecução de editores DOS clássicos
24asciinemaRegistro e compartilhamento de sessões
25Textual PaintDesenho e inspeção de interfaces TUI

Catálogo das 300 ferramentas

1. Editores modernos de ANSI, ASCII e textmode

  1. Moebius, fork mantido por Christian Sacks — Windows, Linux e macOS; open source. É a recomendação principal para desenho ANSI com CP437, ANSI 256 e True Color. O fork corrige dependências do Moebius original; confirme compatibilidade de arquivos antes de usar recursos estendidos.

  2. Moebius original da Blocktronics — Windows, Linux e macOS; MIT, hoje praticamente legado. Popularizou pincel de meio bloco, edição fluida e colaboração. Use para compatibilidade e história, mas prefira o fork mantido em máquinas novas.

  3. PabloDraw — Windows, Linux e macOS via .NET/Mono; open source. Editor consagrado, suporta ANSI/ASCII, múltiplos formatos e edição colaborativa. A interface e algumas dependências mostram a idade do projeto.

  4. Icy Draw — Windows, Linux e macOS; GPL-3.0. Suite moderna em Rust para editar, converter e visualizar ANSI, ASCII, XBin e outros formatos de textmode. É ampla, mas evolui rápido; mantenha cópias antes de converter arquivos raros.

  5. Durdraw — Linux, macOS e Unix-like; ISC. Editor de terminal com Unicode, CP437, 16/256 cores, mouse, frames, exportação HTML, mIRC, PNG e GIF. No Windows, use WSL; seu formato de animação não é o padrão da cena DOS.

  6. Playscii — Windows, Linux e macOS; BSD-3-Clause. Mistura editor de arte em células, animação, tiles e desenvolvimento de jogos. Excelente para peças autorais; a saída não é focada exclusivamente em .ANS.

  7. REXPaint — Windows, gratuito e de código fechado. Editor por células criado para arte ASCII e interfaces de roguelikes, com camadas e exportação. Usa o formato .xp; rode via Wine no Linux e converta quando precisar de ANSI.

  8. JavE — Multiplataforma com Java; gratuito, projeto maduro/antigo. Oferece pincéis, seleção, conversão de imagem e ferramentas específicas de ASCII. A experiência depende de um runtime Java compatível.

  9. Monodraw — macOS; comercial. Excelente para diagramas, wireframes e arte ASCII/Unicode vetorial por células. Não é editor de ANSI BBS e não existe versão nativa para Windows ou Linux.

  10. Glyph Drawing Club — Navegador; serviço gratuito com código publicado pelo autor. Ambiente artístico para desenhar com glifos, fontes e grades. Prioriza experimentação Unicode, não exportação ANSI/CP437.

  11. AnsiDraw — Navegador; gratuito. Editor atual sem login com CP437, paleta CGA, importação .ANS, conversor de imagem e exportação ANSI/PNG. É prático, mas projetos críticos devem manter uma cópia local do arquivo.

  12. Sixteen Colors Draw — Navegador; código aberto, legado. Editor HTML5 conectado à cultura do 16colo.rs. É útil para estudo e edição leve, mas não recebe o mesmo ritmo de manutenção das opções principais.

  13. Moebius Web — Navegador; MIT. Revitalização do protótipo web do Moebius, com ferramentas de desenho client-side. Bom para servidor próprio e colaboração experimental; o autor avisa que instâncias podem estar em desenvolvimento.

  14. ASCIIFlow — Navegador; open source. Faz caixas, linhas, setas e diagramas em ASCII/Unicode com exportação de texto. Não trabalha com paleta ANSI, arquivos CP437 ou animação.

  15. ASCII Art Paint — Navegador/offline; MIT. Editor de caracteres Unicode e Shift-JIS com paletas, fontes e conversão de imagem. Excelente para experimentação; a interoperabilidade com formatos de BBS é limitada.

  16. Textik — Navegador; gratuito. Editor visual simples para diagramas ASCII, adequado a README, documentação e wireframes. Não é indicado para ANSI colorido ou formatos históricos.

  17. Asciio — Linux/Unix com Perl/GTK; licença artística/GPL conforme componentes. Editor de diagramas ASCII com objetos, conectores e exportação. A instalação pode exigir dependências antigas.

  18. DrawIt — Vim; script open source. Adiciona desenho de linhas, setas e formas dentro do editor. Excelente para documentação sem sair do teclado; não é um pintor ANSI completo.

  19. Artist Mode — Emacs, todas as plataformas; GPL. O modo de imagem e ferramentas de artista permitem desenhar retângulos, linhas e texto em buffers monoespaçados. Exige familiaridade com Emacs.

  20. Venn.nvim — Neovim; MIT. Desenha caixas Unicode e diagramas usando modo visual. Muito bom para notas e Markdown; não edita cor ANSI ou CP437.

2. Editores clássicos, suítes de BBS e fluxos da artscene

  1. TheDraw — MS-DOS; freeware histórico. Referência para ANSI, ASCII e ANSImation, com fontes de texto e exportação para código. O link aponta ao catálogo de cópias preservadas; confira cada item e execute no DOSBox.

  2. ACiDDraw — MS-DOS; freeware histórico da ACiD. Editor influente da cena ANSI com ferramentas de bloco. É legado e deve ser aberto em emulação isolada.

  3. iCE Draw — MS-DOS; freeware histórico. Editor associado à iCE, importante para arquivos .IDF, fontes e paletas personalizadas. Downloads antigos exigem antivírus e emulação.

  4. TundraDraw — Windows/Linux antigos; open source, legado. Introduziu o formato .TND com cor de 24 bits para textmode. Útil para recuperar material histórico, não como editor principal atual.

  5. Empathy — MS-DOS; freeware histórico. Editor usado pela demoscene para ANSI e textmode. A página de preservação é mais confiável que espelhos aleatórios; use DOSBox.

  6. Textual Paint — Windows, Linux e macOS via Python; MIT. Recria o MS Paint como TUI e abre/salva imagens dentro do terminal. Não é editor nativo de .ANS ou CP437.

  7. Mystic BBS — Windows, Linux, macOS e Raspberry Pi; freeware. Inclui ferramentas para telas, temas e prompts ANSI de um BBS real. Não substitui um editor dedicado, mas mostra o conteúdo no ambiente de destino.

  8. Synchronet BBS — Windows e Unix-like; GPL. Plataforma completa com terminais, menus, JavaScript e utilitários para conteúdo ANSI. A curva de configuração é maior que a de um simples visualizador.

  9. ENiGMA½ BBS — Linux/macOS e ambientes Node.js; BSD-2-Clause. BBS moderno com suporte a arte e menus ANSI, temas e desenvolvimento em JavaScript. Exige administrar Node e os serviços associados.

  10. x/84 BBS — Linux/Unix e Python; licença indicada no repositório, projeto em manutenção conservadora. BBS orientado a interfaces ANSI e Unicode. A documentação reflete diferentes gerações do projeto.

  11. Talisman BBS — Linux, Windows e macOS; modelo gratuito, licença indicada pelo projeto. Plataforma contemporânea que utiliza telas ANSI, menus e temas. Verifique a versão e as condições atuais antes de implantar publicamente.

  12. WWIV BBS — Windows, Linux e macOS; Apache-2.0. BBS histórico ainda mantido, apropriado para testar arte, menus e comportamento de terminal. O fluxo é de sysop, não de editor gráfico.

  13. Citadel — Linux/Unix; GPL. Sistema de colaboração/BBS com longa história, útil para compreender interfaces textuais e operação remota. O foco atual é groupware, não criação de ANSI.

  14. MBBSEmu — Windows, Linux e macOS com .NET; open source. Emula módulos de MajorBBS/Worldgroup e ajuda a preservar interfaces textuais históricas. Os módulos originais têm licenças próprias.

  15. PCBoard — DOS; software comercial histórico preservado pela comunidade. Importante para testar .PCB e telas de uma das grandes plataformas BBS. Use em emulação e não presuma licença para redistribuição.

  16. Renegade BBS — DOS/Windows conforme versão; legado comunitário. Ambiente clássico para menus e arte ANSI. Instalação e segurança não são adequadas a exposição direta sem isolamento.

  17. DayDream BBS — Linux/Unix e origem no Amiga; GPL. BBS orientado à scene, útil para telas, file areas e apresentação textmode. Projeto de nicho e documentação desigual.

  18. MBSE BBS — Linux/Unix; GPL, legado. Suite Fidonet/BBS que permite testar menus e telas em terminal real. A manutenção é limitada.

  19. MagiTerm — Windows, Linux, BSD, Haiku e macOS por build/source; open source. Cliente Telnet/SSH criado para BBS, com exibição de ANSI e recursos de transferência. É visualizador/terminal, não editor.

  20. Icy Term — Windows, Linux e macOS; GPL-3.0, componente da Icy Tools. Terminal BBS moderno para validar ANSI, fontes e comportamento. Compartilha o repositório com Icy Draw, mas é uma aplicação distinta.

3. PETSCII, ATASCII, Teletext e outros modos de texto retrô

  1. Petmate — Windows, Linux e macOS; open source. Editor moderno de PETSCII com animação e exportação para projetos Commodore. Não produz ANSI do IBM PC sem conversão.

  2. Marq’s PETSCII Editor — Windows, Linux e macOS; freeware/código disponível. Editor influente para C64, VIC-20, PET e Plus/4, inclusive dir art. A versão estável é antiga, mas segue valiosa.

  3. PETSCII Wizard — Navegador; gratuito. Edita C64, Plus/4, VIC-20 e PET, importa dados e exporta PNG, texto e C. Por ser serviço web, preserve também os arquivos localmente.

  4. Krissz PETSCII Editor — Navegador; gratuito. Ferramenta conhecida para telas, sprites e fontes Commodore. O projeto é de nicho e a licença do serviço deve ser consultada antes de redistribuir o código.

  5. C64Studio — Windows; MIT. IDE com editores de caracteres, telas, sprites e mapas para Commodore. É poderosa para integrar arte e código; no Linux depende de Wine.

  6. CharPad — Windows; edição gratuita e Pro comercial. Editor de charset, tiles e mapas C64 muito usado em jogos. Não é editor ANSI e os recursos avançados variam por edição.

  7. SpritePad — Windows; edição gratuita e Pro comercial. Cria sprites C64 e ajuda a compor elementos reutilizáveis em telas PETSCII. É complementar, não editor de texto.

  8. DirMaster — Windows; freeware. Gerencia imagens de disco Commodore, diretórios e PETSCII dir art. Ótimo para empacotar o resultado; não substitui Petmate.

  9. CBM prg Studio — Windows; freeware. IDE com editores gráficos, charsets, sprites e telas para várias máquinas Commodore. Ferramenta grande e específica de desenvolvimento 8-bit.

  10. Retro Debugger, antigo C64 Debugger — Windows, Linux e macOS; GPL. Depurador visual que inspeciona memória de tela, charset e sprites em tempo real. É avançado e exige conhecimento da arquitetura do C64.

  11. Atari FontMaker — Windows/Linux conforme build; open source. Editor de fontes e caracteres para Atari 8-bit, útil em ATASCII e jogos. Verifique instruções de compilação.

  12. ARTur — Atari 8-bit; código aberto. Editor de ATASCII que roda na própria máquina, com fontes e build disponíveis. É um projeto antigo; use o Atari800 para validar.

  13. Atari800 — Windows, Linux, macOS e outros; GPL. Emulador preciso para validar telas ATASCII no hardware-alvo. Não edita por si só, mas é indispensável no teste.

  14. Atari FontMaker Online — Navegador; gratuito. Editor visual de conjuntos de caracteres Atari. O site é pequeno; salve exportações e não dependa dele como armazenamento.

  15. edit.tf — Navegador; open source. Editor de Teletext que permite desenhar páginas e exportar formatos de transmissão/arquivo. A lógica de atributos e mosaicos é diferente de ANSI.

  16. zxnet Teletext Editor — Navegador; código disponível. Produz páginas de teletexto/Mode 7 e facilita aprender caracteres de controle. É uma ferramenta especializada em 40×25.

  17. Teefax — Linux/Raspberry Pi; projeto comunitário. Sistema completo para receber, gerar e transmitir teletexto com hardware compatível. A montagem é técnica e envolve sinais de vídeo.

  18. vbit2 — Linux/Raspberry Pi; open source. Codificador de teletexto/VBI usado em projetos de transmissão e preservação. Requer hardware e conhecimento de vídeo analógico.

  19. BBC BASIC for SDL, Mode 7 — Windows, Linux, macOS e outros; modelo gratuito com código/runtime conforme o projeto. Emula o modo Teletext do BBC Micro e permite programar/desenhar páginas. É um ambiente BASIC, não editor visual.

  20. LVLLVL — Navegador; gratuito com código no GitHub. Editor de pixel, textmode, sprites e charsets que cobre C64 e outras plataformas. A amplitude aumenta a curva de aprendizado.

4. Conversores de imagem para ASCII, ANSI, Unicode e terminal

  1. Ansilove — Windows, Linux, macOS e BSDs; BSD-2-Clause. CLI de referência para converter .ANS, .PCB, .BIN, .ADF, .IDF, .TND e .XB em PNG. É renderizador, não editor.

  2. libansilove — C, multiplataforma; BSD-2-Clause. Biblioteca por trás do Ansilove para incorporar renderização fiel em outros programas. Exige compilação e libgd.

  3. ansilove.js — Navegador/Node.js; licença indicada no repositório. Renderiza formatos da artscene em JavaScript. Útil na web; compare a fidelidade com o Ansilove nativo.

  4. Chafa — Linux, macOS, BSD e Windows por pacotes; LGPL-3.0+. Converte imagens e animações para símbolos Unicode, blocos, sextantes, braille, Sixel e Kitty, com cor avançada. O resultado depende da fonte e do terminal.

  5. jp2a — Linux/macOS/Unix e builds comunitários; GPL-2.0. Conversor clássico de JPEG para ASCII, com HTML e cor ANSI. É simples e rápido, mas aceita menos formatos e tem menor fidelidade que Chafa.

  6. libcaca — Multiplataforma; WTFPL/LGPL conforme componente. Biblioteca de gráficos coloridos em caracteres com conversores e drivers. Poderosa, porém o lançamento estável é antigo.

  7. img2txt — CLI da libcaca; livre. Converte imagens para ANSI, UTF-8, HTML, SVG e outros textos. É um executável distinto da biblioteca; qualidade e manutenção herdam suas limitações.

  8. cacaview — Terminal; livre. Visualizador interativo de imagens usando a renderização libcaca. Bom para comparação rápida; não salva um projeto editável.

  9. AAlib — Unix, DOS, Windows e outros; LGPL, legado. Biblioteca histórica de gráficos ASCII monocromáticos. É importante para compatibilidade, mas Chafa oferece saída moderna superior.

  10. aview — Unix/terminal; GPL, legado. Visualizador de imagens baseado em AAlib. Leve e divertido, porém limitado à abordagem monocromática clássica.

  11. ascii-image-converter — Windows, Linux e macOS; Apache-2.0. Binário Go para ASCII colorido, braille, GIF e exportação texto/PNG. Conversão automática não substitui retoque manual.

  12. IMG2ANS — Windows/Linux/macOS conforme build; open source. Converte pixels em textmode com códigos ANSI para continuar o trabalho em Moebius ou Icy Draw. Projeto jovem; valide paleta e dimensões.

  13. img2xterm — Terminais True Color; MIT. Renderiza imagem com meios blocos e cor de 24 bits. Não gera ANSI BBS tradicional de 16 cores.

  14. viu — Windows, Linux e macOS; MIT. Visualiza imagens no terminal com Kitty/iTerm ou blocos coloridos. Excelente para inspeção, mas não exporta arte editável.

  15. timg — Linux/macOS; GPL-2.0. Visualizador rápido para imagens, GIF e vídeo com vários protocolos gráficos e blocos Unicode. A compatibilidade varia conforme o terminal.

  16. catimg — Linux/macOS; MIT. Exibe imagens usando cores ANSI em terminais comuns. É compacto, mas perdeu atividade e não oferece edição.

  17. pixterm — Linux/macOS e Go; GPL-3.0. Converte imagens em blocos ANSI True Color. A saída depende de suporte a 24 bits.

  18. termpix — Terminal e Rust; licença no repositório. Renderiza imagens por caracteres/células. Projeto de nicho; confira manutenção e formatos atuais.

  19. lsix — Shell + ImageMagick, terminais Sixel; GPL-3.0. Cria miniaturas de diretório dentro do terminal. Sixel não é ASCII e nem todos os terminais o suportam.

  20. term-image — Python, Linux/macOS e terminais compatíveis; MIT. Biblioteca e CLI para renderizar imagem com Unicode, Kitty e iTerm2. Bom para aplicações; suporte Windows é limitado.

5. Vídeo, animação e gravação de sessões em modo texto

  1. mpv com saída libcaca — Windows/Linux/macOS conforme build; GPL/LGPL. Reproduz vídeo convertido em caracteres pelo driver caca. Builds podem omitir o driver e a qualidade é deliberadamente baixa.

  2. MPlayer com libcaca — Multiplataforma; GPL, manutenção conservadora. Fluxo clássico de vídeo ASCII/ANSI. É útil como referência, mas mpv e FFmpeg são mais atuais.

  3. VLC libcaca output — Multiplataforma; GPL. Algumas compilações oferecem saída de vídeo colorida via libcaca. O módulo pode não vir habilitado no pacote do seu sistema.

  4. FFmpeg — Windows, Linux e macOS; LGPL/GPL conforme build. Recorta, redimensiona, reduz FPS, extrai frames e prepara vídeo para qualquer conversor. Não gera boa arte ASCII sozinho sem filtros ou ferramentas adicionais.

  5. ImageMagick — Windows, Linux e macOS; licença ImageMagick. Automatiza resize, contraste, posterização, dithering e lotes antes da conversão. Seu próprio formato txt: descreve pixels, não uma composição artística pronta.

  6. gif-for-cli — Linux/macOS e Python; Apache-2.0. Converte GIF, vídeo ou imagem em animação ANSI no terminal. É voltado à reprodução, não a editar quadros.

  7. Gifterm — Linux/macOS/Windows em terminal moderno; ISC. Exibe GIF animado como Unicode/ANSI. Projeto pequeno; desempenho varia com tamanho e terminal.

  8. TerminalImageViewer — Linux/macOS/Windows Terminal; Apache-2.0. Visualiza imagens e GIFs usando meios blocos e True Color. Não exporta ANSI clássico.

  9. cacafire — Componente/demo libcaca; livre. Demonstra fogo animado em caracteres e ensina paletas, buffers e atualização de terminal. É exemplo técnico, não editor.

  10. asciinema CLI — Linux, macOS e BSD; GPL-3.0. Grava a sequência real de entrada/saída do terminal em .cast, preservando tempo e escapes. Não grava pixels ou fonte do terminal.

  11. asciinema server — Self-hosted; licença AGPL-3.0. Hospeda e compartilha gravações .cast sem depender do serviço público. Exige operação de servidor e cuidados de privacidade.

  12. asciinema-player — Navegador; Apache-2.0. Reproduz gravações de terminal em páginas web com texto selecionável. Não é um player de .ANS arbitrário.

  13. VHS — Windows, Linux e macOS; MIT. Automatiza sessões de terminal a partir de roteiro e exporta GIF/MP4/WebM. Depende de FFmpeg e de um terminal consistente.

  14. agg — Multiplataforma; Apache-2.0. Renderiza arquivos asciinema .cast em GIF animado, de modo reproduzível. A saída raster deixa de ser texto.

  15. Terminalizer — Node.js, multiplataforma; MIT. Grava terminal e renderiza GIF configurável. O projeto passou por períodos de manutenção irregular; teste a versão antes de adotar.

  16. svg-term-cli — Node.js; MIT, legado. Converte gravações asciinema em SVG animado. Pode exigir versões antigas do ecossistema Node.

  17. termtosvg — Linux/Unix e Python; BSD-3-Clause. Grava sessões e produz SVG animado leve, editável e incorporável. Suporte a recursos muito específicos do terminal pode ser incompleto.

  18. ttygif — Unix/macOS; MIT, legado. Converte gravações ttyrec em GIF. O pipeline antigo é simples, mas VHS ou agg são mais convenientes hoje.

  19. tty2gif — Linux/Unix; licença no repositório, legado. Outra rota de ttyrec para GIF, útil para recuperar fluxos existentes. Depende de ferramentas externas e tem pouca manutenção.

  20. ttyrec — Unix/Linux; BSD-style, legado. Grava sessões de terminal com timing em formato tradicional. Pode capturar senhas digitadas ou segredos exibidos; revise antes de publicar.

6. Fontes, páginas de código e conjuntos de glifos

  1. Ultimate Oldschool PC Font Pack — Fontes para Windows, Linux, macOS e web; licença CC BY-SA. Coleção de alta qualidade que recria BIOS, DOS, VGA, MDA, CGA e várias máquinas. Escolha a proporção correta; uma fonte 9×16 muda a geometria.

  2. PxPlus IBM VGA8 — TTF/WOFF do pacote Oldschool; CC BY-SA. Boa escolha para CP437 e visual VGA. Confirme se a obra esperava 8 ou 9 pixels de largura.

  3. Perfect DOS VGA 437 — Windows/Linux/macOS; freeware conforme autor. Fonte popular para reproduzir ANSI DOS. A página de download não substitui a leitura dos termos de uso.

  4. CP437.github.io Fonts — Web/desktop; coleção gratuita. Reúne fontes e tabela do charset IBM PC para projetos web. Teste caracteres duplicados e private-use antes de conversões automáticas.

  5. Terminus Font — Linux, BSD e formatos bitmap/PCF; GPL-2.0. Fonte bitmap nítida com box drawing consistente. Não reproduz todas as peculiaridades de uma fonte VGA.

  6. GNU Unifont — Multiplataforma; GPL com exceção para incorporação. Cobertura enorme de Unicode em bitmap, ótima como fallback. A estética é funcional e desigual entre scripts.

  7. Unscii — Multiplataforma e web; licença permissiva indicada pelo autor. Família bitmap inspirada em fontes de microcomputadores, excelente para textmode Unicode. Alguns glifos priorizam estilo retrô.

  8. IBM Plex Mono — Multiplataforma/web; SIL OFL. Fonte moderna legível com boa cobertura e box drawing. Não é uma cópia do IBM PC/VGA.

  9. Cascadia Code — Windows/Linux/macOS; SIL OFL. Fonte da Microsoft para terminais, com ligaduras e variantes. Desative ligaduras quando cada célula precisar corresponder a um caractere.

  10. Iosevka — Multiplataforma/web; SIL OFL. Fonte monoespaçada altamente configurável e com grande cobertura. Builds completos são pesados; escolha a variante cuidadosamente.

  11. JetBrains Mono — Multiplataforma/web; SIL OFL. Legível e bem distribuída, funciona em TUIs e arte Unicode. Ligaduras podem alterar a aparência de combinações ASCII.

  12. DejaVu Sans Mono — Multiplataforma; licença DejaVu. Cobertura Unicode sólida e comum no Linux. Glifos de bloco podem não reproduzir CP437 pixel a pixel.

  13. Liberation Mono — Multiplataforma; SIL OFL. Alternativa métrica a Courier New, útil em documentos e web. A cobertura de símbolos é menor que a de fontes pan-Unicode.

  14. Noto Sans Mono — Multiplataforma/web; SIL OFL. Família confiável para combinar scripts e Unicode. O projeto Noto possui várias famílias; o fallback pode quebrar a largura visual.

  15. Spleen — Linux/BSD/terminal e web; BSD-2-Clause. Fonte bitmap monoespaçada em muitos tamanhos, criada por um mantenedor do Ansilove. A aparência é minimalista, não VGA.

  16. Cozette — Linux/macOS/Windows via conversão; MIT. Fonte bitmap compacta com muitos símbolos e Powerline. Tamanhos pequenos exigem escala inteira.

  17. Tamzen — Linux/X11; licença permissiva. Fonte bitmap limpa derivada de Tamsyn, boa para terminais densos. Cobertura e formatos são mais limitados.

  18. Tewi — Linux/X11; GPL-3.0. Bitmap pequena com boa legibilidade e variantes. É direcionada ao terminal, não à imitação histórica.

  19. scientifica — Linux/X11 e conversões; SIL OFL. Fonte bitmap compacta e elegante para TUIs e capturas. O projeto está arquivado; use builds conhecidos.

  20. Topaz Unicode — Multiplataforma; licença indicada no repositório. Recria fontes Amiga, essenciais para exibir ASCII da Amiga com geometria correta. Não é adequada para ANSI CP437.

7. Emuladores de terminal para criar e conferir a saída

  1. Windows Terminal — Windows; MIT. Suporta Unicode, True Color, perfis e WSL, sendo a base recomendada para testar ferramentas no Windows. Não abre .ANS como um editor.

  2. WezTerm — Windows, Linux e macOS; MIT. Terminal acelerado com configuração Lua, ligaduras controláveis e bom suporte a cores/protocolos gráficos. A configuração é extensa.

  3. kitty — Linux e macOS; GPL-3.0. Terminal rápido com protocolo próprio de imagens, Unicode e automação. Não oferece versão nativa oficial para Windows.

  4. Alacritty — Windows, Linux, macOS e BSD; Apache-2.0. Emulador rápido e simples, excelente para verificar desempenho de animações ANSI. Recursos como abas dependem de outras ferramentas.

  5. Ghostty — Linux e macOS; MIT. Terminal moderno com renderização rápida e boa conformidade. Projeto relativamente novo; confira diferenças entre plataformas.

  6. foot — Linux/Wayland; MIT. Terminal leve, rápido e cuidadoso com Unicode. É restrito a Wayland e não atende Windows/macOS.

  7. iTerm2 — macOS; GPL-2.0. Suporta True Color, imagens, perfis e automação, muito usado por ferramentas de visualização. Exclusivo do macOS.

  8. Konsole — Linux/KDE; GPL. Boa integração ao Plasma, Unicode, perfis e cores. Protocolos gráficos avançados variam por versão.

  9. xterm — Unix/X11; licença MIT-style. Implementação histórica e referência de muitos escapes. A interface é austera e sua configuração pode ser difícil.

  10. rxvt-unicode — Unix/X11; GPL. Terminal leve com extensões Perl. O desenvolvimento é conservador e a experiência Unicode exige configuração.

  11. mintty — Windows com Cygwin/MSYS2/WSL; GPL. Terminal maduro com boa compatibilidade xterm, cores e Unicode. Não hospeda diretamente consoles Win32 antigos sem ponte.

  12. Tabby — Windows, Linux e macOS; MIT. Terminal/SSH moderno com perfis para PowerShell, WSL, Git Bash e serial. É pesado por usar tecnologias web.

  13. Rio — Windows, Linux e macOS; MIT. Terminal acelerado em Rust com foco moderno. Projeto jovem; comportamento de escapes pode mudar.

  14. Contour — Windows, Linux e macOS; Apache-2.0. Terminal com True Color, Unicode e configuração detalhada. Ecossistema menor que kitty/WezTerm.

  15. st — Linux/X11; MIT. Terminal mínimo cujo código pode ser alterado e estudado. Muitos recursos dependem de patches e recompilação.

  16. cool-retro-term — Linux, macOS e Windows; GPL-3.0. Simula CRT, fósforo, curvatura e ruído, ótimo para apresentação estética. Os efeitos prejudicam a avaliação de fidelidade do arquivo.

  17. Hyper — Windows, Linux e macOS; MIT. Terminal extensível baseado em web technologies. Mais pesado e menos previsível para animação de alta frequência.

  18. Extraterm — Windows, Linux e macOS; MIT. Terminal com blocos de saída, imagens e extensões. Verifique atividade e builds atuais antes de adotá-lo.

  19. mlterm — Linux/Unix, Windows e outros; BSD-style. Cobertura ampla de encodings, scripts, Sixel e terminais antigos. A interface e configuração são técnicas.

  20. SyncTERM — Windows, Linux, macOS e BSD; GPL. Terminal BBS com ANSI-BBS, fontes, modos de vídeo e transferências. É uma das melhores ferramentas para conferir arte no contexto real.

8. Utilitários para escapes, cores, paletas e sessão

  1. tmux — Unix/Linux/macOS; ISC. Multiplexa sessões e ajuda a testar resize, cores e atualização de TUIs. Configuração incorreta de TERM pode reduzir cores.

  2. GNU Screen — Unix/Linux/macOS; GPL. Multiplexador histórico para sessões persistentes e terminais remotos. Possui menos ergonomia moderna que tmux/Zellij.

  3. Zellij — Linux/macOS e outros Unix; MIT. Multiplexador em Rust com layouts e plugins. A camada adicional pode revelar ou causar diferenças de terminal.

  4. ncurses tput — Unix e ambientes compatíveis; licença MIT-style. Emite capacidades conforme terminfo em vez de codificar escapes fixos. Não é editor e depende de uma entrada TERM correta.

  5. tic — ncurses/Unix; licença MIT-style. Compila descrições terminfo para testar capacidades de terminais. Uso avançado; uma definição errada quebra aplicações.

  6. infocmp — ncurses/Unix; licença MIT-style. Compara e inspeciona descrições terminfo, útil no diagnóstico de cores e teclas. A saída exige conhecer terminfo.

  7. ANSIFilter — Windows, Linux e macOS; GPL-3.0. Remove ou converte escapes ANSI para HTML, LaTeX, RTF, BBCode e texto. Não interpreta todos os usos interativos de cursor.

  8. ansi2html — Python/CLI; LGPL-3.0. Converte streams coloridos ANSI em HTML ou LaTeX. É excelente para logs, mas telas com cursor absoluto exigem um emulador.

  9. aha — Linux/macOS/Unix; LGPL/MIT conforme arquivos. Converte cor ANSI em HTML de maneira simples via pipe. Não reconstrói animações ou cursor.

  10. strip-ansi-cli — Node.js, multiplataforma; MIT. Remove escapes de texto em pipelines e CI. A remoção perde cor e layout e não “renderiza” a tela.

  11. ansi-regex — JavaScript; MIT. Expressão regular mantida para identificar escapes ANSI comuns. Não é um parser de terminal completo e regex não modela estado de tela.

  12. terminal.sexy — Navegador; open source. Cria, converte e exporta esquemas de 16 cores para vários terminais. Não define a paleta histórica dentro de um .ANS.

  13. Base16 — Especificação/ecossistema; MIT, projeto original arquivado. Padroniza paletas entre editores e terminais. Base16 não garante contraste ou fidelidade CGA.

  14. base16-shell — Shells/terminais Unix; MIT, arquivado. Aplica esquemas Base16 à sessão por escapes. Prefira sucessores ativos quando disponíveis.

  15. Gogh — Terminais Linux e alguns ambientes; MIT. Coleção/instalador de esquemas de cor. Faça backup do perfil, pois o script altera configurações.

  16. pywal — Linux/Unix; MIT, projeto original arquivado. Gera paleta a partir de imagem e a aplica a terminais. Forks podem estar mais ativos; resultado não é paleta ANSI histórica.

  17. vivid — Linux/macOS/Windows; Apache-2.0/MIT. Gera LS_COLORS com temas e pré-visualização. É útil para estudar combinações ANSI, não para arte .ANS.

  18. pastel — Windows, Linux e macOS; Apache-2.0/MIT. CLI para converter, misturar, ordenar e exibir cores, inclusive saída ANSI. Não administra telas ou charsets.

  19. lolcat — Ruby/terminal; BSD. Aplica gradiente arco-íris a texto via ANSI, útil para protótipos e efeitos. Pode reduzir legibilidade e acessibilidade.

  20. NO_COLOR — Convenção multiplataforma; domínio público como especificação. Ajuda a testar se sua ferramenta pode desligar cor ANSI para logs e acessibilidade. É uma convenção, não um programa executável.

9. Bibliotecas C, C++ e Rust para interfaces e renderização ANSI

  1. ncurses — C, Unix/Linux/macOS e ports; licença MIT-style. Base madura para cursor, cor, janelas e entrada no terminal. A API é de baixo nível e a experiência Windows não é nativa.

  2. PDCurses — C, Windows/DOS/SDL/X11; domínio público. Implementa uma API parecida com curses onde ncurses não é natural. Algumas extensões e comportamentos diferem do ncurses.

  3. Notcurses — C/C++, Linux e outros Unix; Apache-2.0. Biblioteca ambiciosa para True Color, Unicode, imagens, vídeo e planos sobrepostos. Exige terminal moderno e tem API maior que curses.

  4. S-Lang — C, Unix/Windows/VMS; GPL para biblioteca conforme distribuição. Oferece terminal, teclado e telas, usado por aplicações como slrn. É maduro, mas menos popular em projetos novos.

  5. termbox — C, Unix e Windows; MIT, arquivado. API mínima baseada em células e eventos que inspirou muitos ports. Use termbox2 ou biblioteca ativa para projetos novos.

  6. termbox2 — C, Linux/macOS/Windows; MIT. Continuação leve do termbox com header único e recursos modernos. Ainda é deliberadamente mais simples que Notcurses.

  7. FTXUI — C++, multiplataforma; MIT. Componentes funcionais, layout, entrada e renderização para TUIs elegantes. O binário e os templates C++ podem ser maiores que soluções C.

  8. cpp-terminal — C++17, Windows/Linux/macOS; MIT. Abstrai cor, cursor, teclado, tamanho e modo raw. É uma base, não uma biblioteca completa de widgets.

  9. rang — C++11, multiplataforma; Unlicense. Header-only para cor e estilo ANSI com suporte ao console Windows. Não controla layout ou cursor.

  10. termcolor — C++, multiplataforma; BSD-3-Clause. Manipuladores de stream para cores e atributos ANSI. Pequeno e conveniente, porém limitado à estilização.

  11. Ratatui — Rust, Windows/Linux/macOS; MIT. Ecossistema forte de widgets e layout para TUIs, sucessor comunitário do tui-rs. A renderização é por frame; animações mal limitadas gastam CPU.

  12. Crossterm — Rust, Windows/Linux/macOS; MIT. Backend portátil para cursor, cor, eventos e modo raw. É infraestrutura, não um editor visual.

  13. Termion — Rust, Unix-like; MIT. Biblioteca leve para ANSI, entrada e terminal raw. Não oferece suporte nativo a Windows.

  14. owo-colors — Rust; MIT. Tipos e macros ergonômicos para cor ANSI, incluindo True Color. Não emula terminal nem organiza tela.

  15. anstyle — Rust; MIT/Apache-2.0. Primitivas do ecossistema Rust CLI para estilo ANSI e adaptação ao ambiente. É modular, mas requer combinar crates para um aplicativo completo.

  16. console — Rust, multiplataforma; MIT. Cores, emojis, medição de largura, teclado e utilitários de terminal. Não fornece um sistema completo de widgets.

  17. tui-rs — Rust; MIT, arquivado. Biblioteca que originou o Ratatui e ainda aparece em projetos antigos. Para código novo, migre ao Ratatui.

  18. Cursive — Rust, vários backends; MIT. Biblioteca de widgets TUI com ncurses, pancurses e outros backends. Seu modelo é mais tradicional que o do Ratatui.

  19. ansi-parser — Rust; MIT. Analisa sequências ANSI em ações estruturadas para filtros e renderizadores. Não implementa sozinho todo o estado de um emulador.

  20. vte — Rust; MIT/Apache-2.0. Parser eficiente de sequências de terminal usado por projetos reais. A crate fornece parsing; tela, políticas e renderização ficam por sua conta.

10. Bibliotecas Go, Python e JavaScript para ANSI e TUI

  1. tcell — Go, Windows/Linux/macOS; Apache-2.0. Camada de terminal por células com terminfo, Unicode e eventos. É de baixo nível em comparação com tview.

  2. Bubble Tea — Go, multiplataforma; MIT. Framework TUI inspirado em Elm, ótimo para estado previsível e interfaces testáveis. Requer aprender o ciclo model-update-view.

  3. Lip Gloss — Go; MIT. Estilos, bordas, alinhamento e layout para combinar com Bubble Tea. Não gerencia entrada nem estado por si só.

  4. termenv — Go; MIT. Detecta perfil de cor e produz estilos ANSI adaptados ao terminal. Detecção remota ou por multiplexador pode falhar.

  5. fatih/color — Go, multiplataforma; MIT. API popular para cor ANSI e console Windows. Resolve estilização, não tela interativa.

  6. gocui — Go; BSD-3-Clause, manutenção lenta. Organiza views retangulares sobrepostas e atalhos. Para projetos novos, compare forks e Bubble Tea.

  7. tview — Go; MIT. Widgets ricos sobre tcell, como tabela, árvore, formulário e modal. Personalização visual profunda pode exigir entender tcell.

  8. pyte — Python; LGPL-3.0. Emulador VT100 em estado de tela, útil para interpretar escapes e testar saída. Não desenha uma janela por si só.

  9. Rich — Python, multiplataforma; MIT. Texto colorido, tabelas, Markdown, syntax highlight e medição de terminal. Saídas complexas não equivalem a .ANS BBS.

  10. Textual — Python, multiplataforma; MIT. Framework completo de TUI com CSS, widgets, eventos e testes. É mais pesado que curses para uma tela simples.

  11. Colorama — Python, Windows/Linux/macOS; BSD-3-Clause. Normaliza cor ANSI no Windows e oferece constantes simples. Não é motor gráfico ou TUI.

  12. Blessed — Python; MIT. Acesso amigável a terminfo, teclado, cursor e medição de largura. Você ainda constrói widgets e gerenciamento de estado.

  13. asciimatics — Python, Windows/Linux/macOS; Apache-2.0. Cenas, sprites, efeitos, widgets e animação ASCII/ANSI. Excelente para demos; não edita .ANS visualmente.

  14. prompt_toolkit — Python; BSD-3-Clause. Base robusta para REPLs, editores, completions e aplicativos full-screen. O modelo assíncrono e de layout requer estudo.

  15. Chalk — Node.js; MIT. Biblioteca dominante para estilos ANSI em CLIs JavaScript. É ESM nas versões atuais, o que exige atenção em projetos CommonJS.

  16. ansi-styles — JavaScript; MIT. Primitivas de baixo nível usadas pelo Chalk para estilos e cores. Prefira Chalk quando não precisar montar a camada manualmente.

  17. kleur — Node.js; MIT. Biblioteca pequena e rápida para cores ANSI. O escopo é propositalmente limitado.

  18. picocolors — Node.js/navegador; ISC. Coloração mínima com footprint muito pequeno. Não tem layout, cursor ou parsing.

  19. terminal-kit — Node.js; MIT. Oferece terminal full-screen, entrada, widgets, imagens e controle avançado. API ampla e específica; teste no Windows.

  20. xterm.js — Navegador; MIT. Emulador de terminal usado por VS Code e aplicações web, com addons e parser ANSI. Exige backend PTY para virar um terminal remoto real.

11. Geradores de texto, banners, caixas e diagramas

  1. FIGlet — Unix/Windows via ports; licença BSD-style. Gera banners ASCII usando centenas de fontes .flf. A saída pode quebrar em fonte proporcional ou largura estreita.

  2. TOIlet — Linux/Unix; WTFPL. Alternativa ao FIGlet com filtros, cor, Unicode e formatos libcaca. O projeto é antigo e os pacotes variam por distribuição.

  3. pyfiglet — Python, multiplataforma; MIT. Implementação FIGlet integrável em scripts e aplicações. Verifique a licença de fontes extras separadamente.

  4. figlet.js — Node.js/navegador; MIT. Leva fontes FIGlet a sites e CLIs JavaScript. Renderização depende de preservar espaços e fonte monoespaçada.

  5. TAAG — Navegador; gratuito. Interface excelente para testar e copiar muitas fontes FIGlet. É gerador de banners, não de ilustração tonal.

  6. cfonts — Node.js/CLI; GPL-3.0. Banners coloridos com alinhamento, gradiente e várias fontes. Pode gerar muitos escapes para um resultado simples.

  7. art — Python/CLI; MIT. Converte texto em fontes ASCII e oferece biblioteca de artes prontas. Conteúdo decorativo não substitui autoria nem revisão.

  8. asciify-image — Node.js; MIT. Converte imagem em ASCII colorido para CLI e código. Manutenção e dependências devem ser verificadas antes de uso em produção.

  9. ascii-art — Node.js; MIT. Biblioteca para imagem, fontes FIGlet, estilos e composição ASCII. API ampla, mas o projeto teve ciclos irregulares de atualização.

  10. asciify — Node.js/CLI; MIT. Gera banners FIGlet de forma simples em scripts. É um wrapper pequeno, não editor.

  11. boxen — Node.js; MIT. Envolve texto em caixas Unicode/ASCII com padding, alinhamento e cor. Larguras complexas dependem da medição correta de Unicode.

  12. boxes — Windows/Linux/macOS; GPL-2.0. Filtro CLI que desenha caixas e comentários decorativos ao redor do texto. Estilos elaborados podem poluir código-fonte.

  13. cowsay — Unix e ports; GPL-3.0. Balões e personagens ASCII extensíveis por arquivos cow. É decorativo, não um sistema de composição geral.

  14. ponysay — Unix/Python; GPL-3.0, manutenção baixa. Variante colorida com personagens e balões ANSI. Instalação e coleção são grandes para uma brincadeira.

  15. fortune-mod — Unix/Windows por ports; BSD-style. Seleciona frases para combinar com banners, demos e telas. Bancos de frases externos podem conter material ofensivo ou licenças próprias.

  16. banner — BSDs/Unix; licença BSD. Utilitário histórico para letras grandes em matriz. Tem poucas opções e fonte fixa.

  17. ditaa — Java, multiplataforma; LGPL-3.0. Converte diagramas desenhados em ASCII em PNG, preservando um fluxo text-first. O resultado final deixa de ser texto.

  18. svgbob — Rust/CLI/web; Apache-2.0. Converte diagramas ASCII com linhas, caixas e setas em SVG. A gramática visual requer seguir convenções específicas.

  19. Typograms — Navegador/JavaScript; Apache-2.0. Linguagem/renderer que transforma diagramas textuais em gráficos vetoriais. Não é arte ANSI colorida.

  20. Diagon — CLI/web, multiplataforma; MIT. Converte expressões, tabelas, árvores, matemática e diagramas em Unicode/ASCII. É gerador especializado, não editor livre.

12. Efeitos, demos e arte procedural para aprender técnicas

  1. TerminalTextEffects — Python/CLI; MIT. Motor e coleção de efeitos animados ANSI, como chuva, fogo, laser e decrypt. Use FPS moderado e respeite redução de movimento.

  2. pipes.sh — Bash/Unix; MIT. Gera canos animados coloridos no terminal, ótima referência de cursor e paleta. É um screensaver, não biblioteca de produção.

  3. cmatrix — Unix e ports; GPL-3.0. Efeito Matrix clássico em terminal, útil para estudar atualização e cor. A saída é estética, não um arquivo editável.

  4. cbonsai — Linux/macOS/Unix; GPL-3.0. Gera árvores ASCII/Unicode proceduralmente com sementes. O desenho é aleatório e tem propósito decorativo.

  5. Asciiquarium — Perl/Unix e ports; GPL. Aquário animado clássico com cores ANSI. O código é antigo e serve mais como estudo.

  6. Hollywood — Linux/Unix; Apache-2.0. Orquestra várias TUIs e efeitos para uma tela cinematográfica. Instala muitos componentes e não deve rodar em servidor de produção.

  7. sl — Unix e ports; licença permissiva. Anima uma locomotiva ASCII quando alguém digita sl. Pequeno exemplo de desenho por cursor.

  8. BB — AAlib/Unix; GPL, legado. Demo audiovisual histórica em ASCII que mostra o potencial da AAlib. Depende de stack antigo.

  9. aafire — AAlib/Unix; GPL/LGPL conforme pacote. Fogo procedural monocromático em caracteres. É demonstração técnica, não ferramenta de edição.

  10. cacaplas — Componente libcaca; livre. Plasma colorido procedural em modo texto, útil para estudar paleta e dithering. Herda a manutenção antiga da suite.

  11. cacademo — Componente libcaca; livre. Reúne efeitos gráficos e demonstrações dos drivers libcaca. Não é uma aplicação de autoria.

  12. nyancat — Terminal/Telnet; BSD-2-Clause. Animação colorida famosa e exemplo compacto de frames ANSI. Use somente como referência ou diversão.

  13. MapSCII — Node.js/Telnet; MIT. Renderiza mapas OpenStreetMap em braille e ANSI navegáveis. Depende de rede e dados externos.

  14. asciichart — JavaScript/terminal; MIT. Gera gráficos de linha em ASCII/Unicode para dashboards e arte de dados. Não oferece cor ou interação por padrão.

  15. wttr.in — Web/terminal/self-hosted; Apache-2.0. Gera previsão do tempo com layout e ícones ANSI via curl. O serviço público depende de rede e aplica limites.

  16. Neofetch — Shell/Unix e Windows por ambientes; MIT, arquivado. Combina logos ASCII e informações do sistema. Use Fastfetch em máquinas novas.

  17. Fastfetch — Windows, Linux, macOS e BSD; MIT. Fetch rápido com logos ASCII/ANSI, imagens e configuração detalhada. Não é editor; os logos têm condições de marca.

  18. pfetch — Shell POSIX; MIT, arquivado. Fetch mínimo que ensina como alinhar logos e informações. Desenvolvimento original encerrado.

  19. Macchina — Windows, Linux e macOS; MIT. Fetch em Rust com temas e paleta, bom para estudar templates textuais. O foco é apresentação do sistema.

  20. pokemon-colorscripts — Python/terminal; MIT para código; personagens têm direitos próprios. Exibe Pokémon coloridos em ANSI. Use apenas pessoalmente e respeite propriedade intelectual.

13. Terminais BBS, SSH e consoles adicionais para validação

  1. qodem — Linux, macOS e Unix; GPL-2.0. Emulador de terminal BBS inspirado em Qmodem com ANSI, Avatar e transferências. A interface é retrô e a versão Windows não é prioridade.

  2. MuffinTerm — macOS/iOS; comercial. Cliente BBS moderno com atenção a fontes e protocolos clássicos. Restrito ao ecossistema Apple.

  3. Netrunner — Windows/Linux/macOS conforme pacote; freeware. Terminal criado no ecossistema Mystic para BBS e ANSI. Verifique builds e documentação na área de downloads.

  4. EtherTerm — Windows, Linux e macOS; domínio público segundo o autor. Terminal SDL2/OpenGL com Telnet/SSH, CP437 e fontes Amiga. É software alpha e o desenvolvimento é antigo.

  5. mTelnet — Windows; freeware, legado. Cliente Telnet/BBS leve com suporte a ANSI e transferências. Software antigo deve ser baixado apenas da fonte do autor.

  6. PuTTY — Windows e Unix; MIT. Cliente SSH/Telnet conhecido, útil para testar escapes e largura em ambiente conservador. Não possui foco em arte BBS nem em fontes históricas.

  7. KiTTY, fork do PuTTY — Windows; GPL-3.0. Fork do PuTTY com recursos extras e portabilidade. Baixe do site oficial e confira a procedência de forks.

  8. ZOC Terminal — Windows e macOS; comercial. Emulação ampla, scripting, SSH e Telnet; útil para ambientes BBS e mainframe. É pago e não é editor de arte.

  9. Tera Term — Windows; BSD-style. Terminal e SSH open source com macros e emulações. A apresentação ANSI BBS pode não reproduzir todos os modos de vídeo.

  10. SecureCRT — Windows, Linux e macOS; comercial. Terminal profissional com scripting, sessões e emulação. O preço não se justifica apenas para visualizar ANSI.

  11. Royal TS — Windows/macOS; comercial com modo gratuito limitado. Centraliza SSH, terminais e conexões. É gerenciador, não renderer especializado.

  12. WindTerm — Windows, Linux e macOS; código-fonte disponível com licença própria. Terminal/SSH rápido e rico em recursos. Leia a licença, que não equivale automaticamente a uma licença livre permissiva.

  13. Tilix — Linux/GNOME; GPL-3.0. Terminal em mosaicos com perfis, adequado a comparar múltiplas saídas. A atividade de manutenção oscila.

  14. Terminator — Linux e Unix; GPL-2.0. Divide a tela em vários terminais e sincroniza entrada. Não possui renderer especial de arte.

  15. ConEmu — Windows; BSD-3-Clause, modo de manutenção. Host de consoles com abas e integração a shells. Windows Terminal é geralmente a escolha mais atual.

  16. Cmder — Windows; MIT para o pacote, componentes com licenças próprias. Bundle portátil sobre ConEmu, Clink e Git for Windows. É conveniente, mas grande e não constitui uma shell nova.

  17. Black Box — Linux/GNOME; GPL-3.0. Terminal GTK moderno com temas e abas. É bom para teste cotidiano, sem recursos BBS.

  18. GNOME Terminal — Linux/GNOME; GPL-3.0. Terminal maduro baseado em VTE, referência comum para compatibilidade ANSI. Não suporta todos os protocolos gráficos.

  19. Warp — Windows, Linux e macOS; freemium/proprietário com componentes abertos. Terminal moderno em blocos e colaboração. Telemetria, conta e modelo comercial podem ser inadequados à preservação offline.

  20. DomTerm — Linux/macOS/Windows por builds; BSD-style. Terminal baseado em DOM com HTML, imagens e texto enriquecido. A abordagem não representa um terminal clássico de células.

14. Acervos, preservação, referência e distribuição

  1. 16colo.rs — Web; acervo comunitário. Principal arquivo pesquisável de artpacks ANSI/ASCII desde os anos 1990, com visualização e arquivos brutos. Observe autoria e não reutilize arte sem permissão.

  2. Textfiles.com Artscene — Web/arquivo; acesso gratuito. Coleção histórica de ANSI, ASCII, loaders, fontes e utilitários preservada por Jason Scott. Arquivos antigos devem ser tratados como não confiáveis.

  3. Artpacks.org — Web/arquivo; gratuito. Distribui pacotes de ANSI, ASCII, hirez e outras cenas. Atividade varia e direitos permanecem com artistas/grupos.

  4. Scene.org File Archive — Web/FTP; organização sem fins lucrativos. Grande acervo de demos, artpacks, ferramentas e eventos. A busca é menos orientada a iniciantes.

  5. Demozoo — Web; open source/community. Banco de dados relacional de produções, grupos, artistas e eventos da demoscene. Cataloga metadados; downloads muitas vezes ficam em outros arquivos.

  6. Pouët.net — Web; comunidade da demoscene. Catálogo e fórum com muitas demos textmode, intros e ferramentas. Comentários são comunitários e não documentação oficial.

  7. Defacto2 — Web; arquivo com código aberto. Preserva NFO, cracktros, grupos e arte da warez scene como história digital. Conteúdo pode conter linguagem ofensiva e referências a pirataria; use para pesquisa.

  8. Internet Archive MS-DOS Software Library — Web/emulação; organização sem fins lucrativos. Permite estudar aplicações e editores DOS no navegador. Nem todo item tem situação de direitos clara.

  9. ACiD Artpacks e aplicações — Web/arquivo oficial do grupo. Fonte primária para ferramentas, pacotes, estilos e evolução da ACiD. Arte não se torna livre só porque o download é gratuito.

  10. iCE Advertisements Archive — Web/arquivo oficial. Preserva material e história da iCE, incluindo downloads e referências da cena. Partes do site são antigas e podem exigir navegação manual.

  11. Blocktronics — GitHub/arquivo oficial do coletivo. Reúne Moebius, projetos e materiais ligados ao renascimento da ANSI art. Alguns repositórios estão sem manutenção.

  12. Mistigris — Web/arquivo e coletivo. Artpacks contemporâneos e históricos de ANSI, ASCII, PETSCII e outras artes digitais. Confira a licença de cada lançamento.

  13. Impure — Web/coletivo de ASCII. Referência viva para ASCII da scene e composição tipográfica. É fonte de inspiração, não banco de elementos livres.

  14. TEXTFILES.COM Art Files — Web/arquivo histórico. Preserva coleções de ASCII, banners, logos e outros arquivos de texto anteriores à web. Metadados e licenças variam.

  15. Break Into Chat — Web/arquivo e pesquisa. Documenta BBSs, jogos de porta, arte e software histórico. Serve como contexto, não como pacote de criação.

  16. ASCII Art Archive — Web; coleção pública. Grande catálogo por temas para estudar formas e técnicas. Licença e autoria variam; não copie para produto sem verificar.

  17. Christopher Johnson’s ASCII Art Collection — Web/arquivo. Coleção clássica de desenhos e tutoriais ASCII. Muitos trabalhos têm autores; preserve assinaturas e créditos.

  18. Roy/SAC ANSI and ASCII Art — Web/arquivo autoral. Reúne tutoriais, história, fontes, ferramentas e obras de Roy/SAC. Material é referência autoral, não um banco irrestrito de assets.

  19. NFOHump — Web/arquivo. Banco de arquivos NFO e logos ASCII da scene. O contexto envolve releases não autorizados; use apenas como estudo visual e histórico.

  20. Teletext Art — Web/arquivo e exposição. Reúne obras e contexto de arte Teletext/Mode 7. Páginas renderizadas não são automaticamente assets reutilizáveis.

15. Emulação, processamento procedural e IA usada com cautela

  1. DOSBox-X — Windows, Linux e macOS; GPL-2.0. Emulação abrangente para TheDraw, ACiDDraw e ferramentas DOS, com muitos modos de vídeo. A quantidade de opções exige configurar máquina e codepage.

  2. DOSBox Staging — Windows, Linux e macOS; GPL-2.0. Fork moderno com boa experiência, áudio e renderização para executar editores clássicos. Menos orientado a hardware incomum que DOSBox-X.

  3. 86Box — Windows, Linux e macOS; GPL-2.0. Emula PCs e placas de vídeo em nível detalhado, útil para conferir CGA/EGA/VGA. Exige ROMs obtidas legalmente e configuração maior.

  4. PCem — Windows/Linux; GPL-2.0, desenvolvimento original encerrado. Emulador preciso de PCs antigos para softwares de arte. Prefira 86Box quando quiser manutenção ativa.

  5. VICE — Windows, Linux e macOS; GPL-2.0. Suite de emulação Commodore para validar PETSCII, charsets e telas no destino real. ROMs e comportamento de vídeo pedem configuração correta.

  6. FS-UAE — Windows, Linux e macOS; GPL-2.0. Emulador Amiga amigável para ferramentas e arte ASCII da plataforma. Kickstart e software precisam ser obtidos legalmente.

  7. Hatari — Windows, Linux e macOS; GPL-2.0. Emula Atari ST/STE/TT/Falcon para produção e demos textmode. Não cobre a família Atari 8-bit, atendida pelo Atari800.

  8. MAME — Windows, Linux e macOS; GPL-2.0/BSD-3-Clause. Preserva enorme variedade de computadores e terminais, útil para validar charsets raros. Configuração e requisitos variam por máquina.

  9. RetroArch — Windows, Linux, macOS e muitos dispositivos; GPL-3.0. Frontend para cores de emulação, shaders CRT e captura. Precisão depende do core e das opções.

  10. OpenEmu — macOS; BSD-3-Clause. Frontend amigável para testar conteúdo em plataformas retrô. Exclusivo do macOS e menos ajustável que emuladores dedicados.

  11. MiSTer FPGA — Hardware FPGA; ecossistema open source com componentes de licenças variadas. Reproduz computadores e vídeo retrô com baixa latência. Exige hardware caro e ROMs legais.

  12. OpenCV — C++/Python/Java, multiplataforma; Apache-2.0. Oferece resize, bordas, segmentação, vídeo e visão computacional para construir conversores melhores. Não possui um botão mágico de “boa ASCII art”.

  13. Pillow — Python, multiplataforma; HPND. Manipula imagens, paletas, fontes e dithering para scripts de conversão. Loops ingênuos em Python podem ser lentos.

  14. scikit-image — Python, multiplataforma; BSD-3-Clause. Traz filtros, métricas, quantização e processamento úteis para mapear regiões a glifos. É uma biblioteca científica, não interface de artista.

  15. p5.js — Navegador/JavaScript; LGPL-2.1. Excelente para sketches generativos, grids de glifos, webcam e animação interativa. Canvas raster não preserva automaticamente texto selecionável.

  16. Processing — Windows, Linux e macOS; GPL/LGPL conforme componentes. Ambiente acessível para geração procedural, vídeo e tipografia por células. Exportação ANSI precisa ser programada.

  17. openFrameworks — C++, Windows/Linux/macOS; MIT. Toolkit criativo para câmera, shaders, áudio e instalações de text art em tempo real. Exige compilar e programar em C++.

  18. TouchDesigner — Windows e macOS; comercial com edição não comercial gratuita limitada. Ambiente visual de nós para vídeo, feedback e mapeamento de pixels em glifos. Não é open source e a saída ANSI exige componente próprio.

  19. Stable Diffusion WebUI AUTOMATIC1111 — Windows/Linux/macOS; AGPL-3.0 para a interface, modelos com licenças próprias. Pode gerar referência visual ou mapa tonal antes da conversão. Modelos de imagem normalmente falham ao produzir caracteres exatos e podem reproduzir vieses.

  20. ComfyUI — Windows, Linux e macOS; GPL-3.0. Fluxos em nós permitem gerar imagem, reduzir paleta, aplicar ControlNet e preparar material para conversor ASCII. Use IA como rascunho: revise autoria, direitos, privacidade e refaça o textmode manualmente.

Fluxos práticos recomendados

Fluxo A: tela ANSI autêntica para BBS ou site

  1. Defina 80 colunas, CP437, paleta de 16 cores e a fonte VGA pretendida.
  2. Desenhe em Icy Draw ou Moebius.
  3. Exporte .ANS e, se necessário, .XB/.BIN com charset incorporado.
  4. Abra no SyncTERM e no software BBS de destino para conferir cursor, blink e iCE colors.
  5. Renderize PNG com Ansilove para preview e compartilhamento.
  6. Preserve o arquivo fonte, a fonte, a paleta, o preview e um README com dimensões/encoding.

Fluxo B: imagem ou fotografia transformada em textmode

  1. Prepare a imagem no ImageMagick, Pillow ou GIMP/Krita: crop, contraste e redução de resolução.
  2. Teste Chafa, ascii-image-converter e IMG2ANS com a mesma largura.
  3. Escolha conscientemente entre ASCII puro, blocos CP437, braille Unicode, 16 cores, 256 cores ou True Color.
  4. Importe o resultado em Icy Draw, Moebius ou Durdraw e retoque rosto, contornos e espaços negativos.
  5. Teste em pelo menos dois terminais e com a fonte que será entregue.

Fluxo C: animação ANSI ou Unicode

  1. Faça storyboard e limite o canvas; telas grandes multiplicam tráfego e flicker.
  2. Desenhe frames no Durdraw ou Playscii.
  3. Para vídeo de referência, extraia poucos quadros com FFmpeg.
  4. Grave a reprodução com asciinema quando quiser preservar texto/tempo, ou use VHS/agg para GIF.
  5. Inclua controle de pausa e respeite prefers-reduced-motion quando publicar na web.

Fluxo D: uma TUI moderna

  1. Escolha Textual/Rich em Python, Bubble Tea/Lip Gloss em Go, Ratatui/Crossterm em Rust ou FTXUI em C++.
  2. Consulte terminfo ou a biblioteca para recursos, em vez de presumir que todo terminal aceita True Color.
  3. Teste 16 cores, 256 cores, sem cor, largura estreita, SSH, tmux e Windows Terminal.
  4. Calcule largura por grapheme/célula; string.length não mede a largura visual de Unicode.
  5. Nunca aceite escapes arbitrários de usuários sem sanitização.

Fluxo E: PETSCII, ATASCII ou Teletext

  1. Escolha a máquina e a resolução antes de desenhar.
  2. Use Petmate/Marq’s Editor, ferramentas ATASCII ou edit.tf, sem converter cedo para Unicode.
  3. Valide no emulador correspondente: VICE, Atari800 ou BBC Micro/MAME.
  4. Exporte dados brutos e uma captura PNG; documente charset, palette, border e versão da máquina.

Recomendações por perfil

PerfilKit inicial sensato
Iniciante no WindowsIcy Draw, Moebius mantido, Windows Terminal, Ansilove e DOSBox-X
Fedora KDEIcy Draw, Durdraw, Ansilove, Chafa, Konsole, FFmpeg e Ultimate Oldschool PC Fonts
Sysop de BBSIcy Draw/PabloDraw, SyncTERM, Mystic ou Synchronet, Ansilove e 16colo.rs
Desenvolvedor webxterm.js, ansilove.js, CP437 webfonts, ASCIIFlow, p5.js e Playwright para testes visuais
PythonRich, Textual, pyte, asciimatics, Pillow e pyfiglet
GoBubble Tea, Lip Gloss, tcell/tview, termenv e fatih/color
RustRatatui, Crossterm, anstyle, vte e ansi-parser
Artista CommodorePetmate, Marq’s Editor, CharPad, DirMaster e VICE
Preservação16colo.rs, Ansilove, libansilove, DOSBox-X, fontes originais e hashes dos arquivos
Instalação audiovisualTouchDesigner ou openFrameworks, FFmpeg, Chafa e captura/gravação independente

Segurança, fidelidade e armadilhas

  • Escape injection: um arquivo ou log pode conter sequências que alteram título, clipboard, hyperlinks ou estado do terminal. Visualize material desconhecido em ferramenta isolada e atualizada; não faça cat cego de arquivos baixados.
  • Binários DOS antigos: execute em DOSBox, sem montar sua pasta pessoal inteira como unidade gravável. Faça varredura e mantenha o emulador sem rede quando possível.
  • Encoding: nunca “corrija” CP437 como se fosse UTF-8. Guarde bytes originais, charset e uma cópia renderizada.
  • Blink versus iCE colors: o bit de fundo brilhante e o blink podem ser interpretados de formas distintas. Documente o modo.
  • Aspect ratio: células não são quadradas. Uma arte pode esperar 8×16, 9×16 ou outra proporção; a fonte faz parte da obra.
  • Unicode width: emoji, combining marks, CJK e ambíguos podem ocupar larguras diferentes. Teste com bibliotecas de largura e no terminal real.
  • Direitos autorais: artpacks, NFOs, logos, personagens e fontes têm autores. “Disponível para download” não significa domínio público.
  • IA: modelos de imagem são ruins em caracteres exatos. Use-os para composição ou valor tonal, não para substituir edição, crédito ou limpeza manual.
  • Acessibilidade: cor não deve ser a única forma de transmitir informação; ofereça modo sem cor e descrição textual. Animações precisam poder pausar.
  • Preservação: armazene fonte, formato nativo, encoding, paleta, dimensões, versão do editor, preview PNG e SHA-256.

Como escolher sem instalar 300 coisas

Para desenho ANSI tradicional, instale somente Icy Draw, Moebius, Ansilove, SyncTERM e uma fonte do Ultimate Oldschool PC Font Pack. Para terminal Unix criativo, acrescente Durdraw, Chafa e FFmpeg. Para programação, escolha uma única stack TUI correspondente à sua linguagem.

O restante deste catálogo serve para necessidades específicas: recuperar um formato raro, testar um terminal, produzir PETSCII, renderizar no navegador, gravar animação ou estudar a história. Quantidade aqui é mapa, não lista de compras.

Conclusão

As melhores ferramentas dependem do tipo de célula e do destino. Icy Draw e Moebius lideram a autoria ANSI moderna; PabloDraw continua importante para compatibilidade; Durdraw e Playscii ampliam o meio para Unicode e animação; Ansilove e Chafa cobrem renderização e conversão; e 16colo.rs, fontes corretas e emuladores tornam o trabalho historicamente verificável.

A principal lição é preservar o formato nativo e tratar fonte, página de código, paleta, proporção e terminal como parte da obra. Converter tudo cedo para PNG produz uma imagem bonita, mas perde os bytes, as células e a possibilidade de restaurar ou editar o trabalho no futuro.

Fontes consultadas


Nota sobre atualidade

Pesquisa concluída em 30 de julho de 2026. Projetos open source, páginas de download, licenças, builds e serviços web podem mudar. Confirme a situação atual no link oficial antes de instalar, redistribuir ou usar profissionalmente. Entradas marcadas como legado devem ser tratadas como material de preservação e executadas em ambiente isolado.

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